RIO DE JANEIRO — Milhares de pessoas participaram, na manhã desta sexta-feira (2), de uma caminhada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio de Janeiro. Com bandeiras vermelhas e palavras de ordem, os participantes defenderam a vitória de Lula no primeiro turno e a derrota do bolsonarismo nas urnas.
O ato começou na região da Igreja da Candelária e seguirá até a Cinelândia. No destino, Lula deve falar por volta de meio-dia. Também estão previstos no palanque Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio, e os candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD).
Críticas a Flávio Bolsonaro
Tezeu Bezerra, vice-presidente do PT-RJ, afirmou que a população fluminense conhece o histórico de envolvimento do candidato Flávio Bolsonaro (PL) com o crime organizado, especialmente com as milícias. Ele mencionou ainda que familiares do miliciano Adriano da Nóbrega foram empregados no gabinete de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado na Assembleia Legislativa (Alerj).
“Lula estar no Rio de Janeiro hoje, nessa reta final da eleição, é muito simbólico”, disse Bezerra. O dirigente do PT-RJ também afirmou que a mobilização pretende garantir uma vitória de Lula no primeiro turno.
A caminhada contou com a participação de movimentos populares, incluindo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Marina do MST (PT), primeira deputada estadual Sem Terra na Alerj, disputa a reeleição. Para ela, o ato representa a defesa de conquistas democráticas e sociais e a rejeição ao que classificou como retrocesso e ataques às instituições.
Mateus Santos, representante da coordenação nacional do MST, afirmou que a mobilização reafirma o compromisso do movimento com a derrota do bolsonarismo, especialmente na cidade do Rio de Janeiro.
Durante o percurso, jovens lembraram programas sociais e políticas públicas dos governos petistas, como Bolsa Família e ProUni. A estudante de Jornalismo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Railane Rilary participou da caminhada em defesa da manutenção de oportunidades para as futuras gerações e relacionou a presença de Lula à trajetória de sua família.


