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Brasil pode voltar a exportar frango e mel para a União Europeia

Bloco citou resultado de auditoria sobre antimicrobianos e indicou retomada após a conclusão de procedimentos burocráticos.

Brasil pode voltar a exportar frango e mel para a União Europeia

A União Europeia indicou ao governo brasileiro que as exportações de carne de aves e mel para o bloco podem ser retomadas no curto prazo. A sinalização ocorreu nesta quarta-feira (30), durante reunião entre ministros brasileiros e Maroš Šefčovič, comissário europeu para Comércio e Segurança Econômica, nos Estados Unidos.

De acordo com nota do Itamaraty, Šefčovič mencionou o resultado positivo de uma auditoria feita recentemente no Brasil para verificar o cumprimento das regras europeias sobre o uso de antimicrobianos. A retomada depende agora da conclusão dos procedimentos burocráticos.

Regras para produtos de origem animal

Desde 3 de setembro, o Brasil não integra a lista de países autorizados pela União Europeia a exportar determinados animais e produtos de origem animal submetidos às novas exigências sobre antimicrobianos. Entre as restrições, estão a proibição do uso desses medicamentos para promover o crescimento dos animais ou elevar a produção.

A auditoria conduzida por técnicos europeus examinou as cadeias brasileiras de carne de aves e mel. A carne bovina ficou fora da análise. Durante a reunião, o governo brasileiro pediu que um procedimento acelerado de autorização também seja aplicado às exportações desse produto.

O encontro ocorreu à margem da Reunião de Ministros do Comércio do G20 e contou com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e Šefčovič. As conversas também incluíram as restrições europeias à entrada de aço brasileiro.

O Itamaraty informou que a União Europeia revisa a distribuição das cotas de importação de produtos siderúrgicos. O processo pode produzir efeito positivo para o Brasil, mas ainda terá novas etapas em 2027.

Os representantes discutiram ainda o acordo entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde maio deste ano. Conforme o Itamaraty, as duas partes destacaram o crescimento dos fluxos comerciais desde o início da vigência do tratado.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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