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Política

Debate em São Paulo concentra disputa entre Haddad e Tarcísio nas contas públicas

Candidatos também divergiram sobre segurança, saúde, privatizações, educação, infraestrutura e crise hídrica no último debate da campanha.

Debate em São Paulo concentra disputa entre Haddad e Tarcísio nas contas públicas

Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) concentraram no debate final da campanha ao Governo de São Paulo a disputa sobre as contas públicas. O petista acusou a gestão federal de Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Economia Paulo Guedes de deixar um déficit de quase R$ 200 bilhões. O governador, por sua vez, cobrou ajuste fiscal e criticou o que classificou como excesso de gastos no governo Lula.

O encontro ocorreu nesta terça-feira (29), durou duas horas e foi mediado pelo jornalista Alan Severiano. A programação teve quatro blocos, sendo dois com temas definidos e dois de discussão livre, todos com 20 minutos. A legislação eleitoral limitou a participação a candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares no Congresso, deixando Haddad e Tarcísio frente a frente.

Segurança e saúde

A segurança pública abriu o debate. Haddad cobrou de Tarcísio o reconhecimento da presença do Comando Vermelho em regiões como Piracicaba e Praia Grande. Também criticou o apoio dado pelo governador aos filhos de Milton Leite, preso dias depois na Operação Vectura Corrupta, que investiga a ligação do PCC com o transporte coletivo da capital.

Tarcísio não respondeu diretamente à cobrança. Em sua fala, citou a redução de homicídios, latrocínios e roubos de cargas, além da extradição de dois foragidos do PCC da Bolívia e do fim da Cracolândia.

Na saúde, Haddad afirmou que a fila de cirurgias aumentou 300%, com base em dados atribuídos ao Tribunal de Contas da União. Ele criticou a regulação estadual e prometeu reformulá-la com tecnologia. Tarcísio respondeu mencionando entregas no Litoral e a Tabela SUS Paulista, que, segundo ele, dobrou o número de cirurgias no Estado.

Os dois candidatos levaram a discussão para o cenário nacional. Haddad citou a condução da pandemia durante o governo Bolsonaro, enquanto Tarcísio mencionou a avaliação negativa da saúde na gestão de Haddad na Prefeitura de São Paulo.

Déficit, incentivos e programas sociais

No bloco econômico, Tarcísio questionou a política fiscal do governo Lula e afirmou que negar o aumento dos gastos seria “negacionismo fiscal”. Haddad respondeu que recebeu uma situação deteriorada do governo anterior. Ele disse que R$ 30 bilhões do déficit foram destinados ao pagamento de governadores e afirmou ter quitado uma dívida relacionada ao governo de São Paulo.

O candidato do PT também citou a negociação de R$ 26,9 bilhões em compensações pelas perdas de ICMS dos estados, antes de uma decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. Entre as medidas federais mencionadas, destacou ainda a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

Haddad acusou a administração estadual de manter em sigilo as empresas beneficiadas por incentivos fiscais, com base em apontamentos do Tribunal de Contas do Estado. Tarcísio negou a acusação e afirmou que uma comissão revisou os benefícios individualmente, reduzindo em cerca de 30% as concessões no Estado.

No terceiro bloco, Tarcísio prometeu criar casas de acolhimento para mães atípicas, ampliar centros especializados e reduzir a jornada de servidoras nessa condição em um eventual segundo mandato. Haddad relatou falta de profissionais especializados nas escolas. O governador classificou a afirmação como informação falsa e mencionou a contratação de profissionais de apoio e a criação de salas sensoriais.

Obras, educação e privatizações

A infraestrutura também foi alvo de disputa. Tarcísio citou o Rodoanel Norte e as linhas 6 e 17 do metrô como exemplos de projetos destravados durante sua gestão. Haddad atribuiu o avanço aos recursos do Novo PAC e à renegociação da dívida estadual no governo Lula, que teria proporcionado R$ 12 bilhões anuais de alívio fiscal.

Na educação, Tarcísio citou o Selo Ouro do Ministério da Educação para seu programa de alfabetização. Haddad disse desconhecer o prêmio e destacou a queda de São Paulo no Ideb do ensino médio. O governador respondeu mencionando a posição do Estado no Pisa e reconheceu que a meta de escolas em tempo integral ficou abaixo do prometido em 2022.

As privatizações voltaram ao centro da discussão. Haddad acusou a gestão estadual de elevar os custos para beneficiar empresários aliados e citou problemas nas linhas concedidas da CPTM. Tarcísio defendeu o programa de desestatização como uma etapa para modernizar o Estado e pediu tempo para que os resultados aparecessem.

Sabesp e crise hídrica

No último bloco, a Sabesp e a crise hídrica dominaram a discussão ambiental. Haddad classificou como “pesadelo” a situação após a privatização e afirmou que houve falta de água na Baixada e em bairros do centro de São Paulo que já eram atendidos. Também disse que a promessa de redução da conta de água feita em 2022 não havia se confirmado.

O petista associou o negacionismo científico de setores bolsonaristas à resistência em reconhecer a gravidade das mudanças climáticas. Na avaliação apresentada por Haddad, essa postura contribuiu para o despreparo do Estado diante dos incêndios de 2024.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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