CEARÁ — Elmano de Freitas (PT) foi reeleito governador do Ceará no primeiro turno, conforme projeção do Datafolha. Na apuração de 71% das urnas, o petista somava 52,08% dos votos válidos, enquanto Ciro Gomes (PSDB) tinha 47,41%, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O resultado confirma a mudança registrada ao longo da campanha. Em agosto, na primeira pesquisa Datafolha depois do encerramento das convenções, Ciro aparecia com 52% das intenções de voto, ante 33% de Elmano. Em setembro, a diferença havia diminuído: o tucano tinha 46%, e o governador, 37%.
Às vésperas da votação, Elmano passou numericamente à frente, com 50% dos votos válidos, contra 47% de Ciro. Como a margem de erro era de dois pontos percentuais, os candidatos estavam em empate técnico. O levantamento também indicava vantagem de Elmano em uma eventual segunda rodada, por 49% a 45%, mas a eleição terminou no primeiro turno.
A vitória prolonga a presença do PT no governo cearense por um quarto mandato consecutivo. Elmano havia chegado ao cargo pela primeira vez em 2022, também na primeira votação, com 54,02% dos votos, derrotando Roberto Cláudio (PDT), que agora foi vice na chapa de Ciro.
Disputa e alianças
Ciro retornou à disputa pelo governo estadual mais de três décadas depois de exercer o cargo, entre 1991 e 1994. Sua candidatura foi formada pela coligação “Unir para Mudar”, com PL, União Brasil e PP, entre outras siglas, e teve Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, como candidato a vice.
Elmano concorreu com Gabriella Aguiar (PSD) na vice. Para a disputa ao Senado, recebeu o apoio do senador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, e da deputada federal Luizianne Lins (Rede). A composição de Ciro com partidos da direita e da extrema direita transformou o Ceará em um dos focos das divergências desse campo político, com conflitos entre lideranças bolsonaristas, inclusive integrantes da família Bolsonaro.


