Uma proposta de 2007 para alterar a redação da lei do feriado de 12 de outubro foi associada nas redes sociais ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), embora não haja ligação dele com o projeto. A iniciativa, apresentada pelo ex-deputado Professor Victório Galli, foi arquivada pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008.
A associação surgiu depois que um comentário feito pela jornalista Maria Cristina Fernandes no programa “Em Pauta”, da GloboNews, foi retirado de contexto e passou a circular na internet. O comentário analisava uma possível reação da Igreja Católica a movimentos evangélicos e mencionava que esse cenário poderia beneficiar a candidatura de Lula. Flávio Bolsonaro não era citado na fala original.
A emissora se retratou publicamente. O pedido de desculpas foi lido pela apresentadora Marcelly Setúbal, que também esclareceu que o senador não possui relação com projetos destinados a retirar Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.
Reação de Flávio Bolsonaro
Em um vídeo, Flávio classificou a associação como mentira e atribuiu a disseminação dos boatos à militância petista. Ele reafirmou respeito a todas as religiões e publicou em suas redes sociais a retratação da emissora.
O candidato também informou que sua equipe jurídica avalia acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para identificar os perfis responsáveis pela divulgação do conteúdo.
Antes da polêmica, o senador havia declarado que pretendia afirmar que o Brasil pertence a Jesus Cristo. Paralelamente, a Igreja Católica mobiliza fiéis com orientações de voto baseadas na consciência social e com manifestações de lideranças religiosas. Esses episódios passaram a integrar o debate em torno da relação entre religião e disputa eleitoral.

