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Política

Projeto arquivado sobre Nossa Senhora Aparecida é atribuído a Flávio Bolsonaro

Proposta de 2007 não é de Flávio, foi rejeitada por comissão e acabou associada à família Bolsonaro durante a eleição presidencial.

Entenda caso ligado a Flávio que destitui Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira

A circulação de uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil provocou uma nova controvérsia na reta final da eleição presidencial. O projeto, porém, não é de Flávio Bolsonaro (PL), que negou a intenção de reapresentá-lo ou apoiá-lo.

Em vídeo, Flávio disse ter sido surpreendido pelo que classificou como “fake news” e afirmou: “Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”. A reação ocorreu depois que se espalhou nas redes sociais a informação de que setores evangélicos ligados ao candidato articulavam a retirada do título religioso.

A proposta que está no centro da discussão é o projeto de lei 2.623/2007. Apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli, do PMDB de Mato Grosso, o texto pretendia alterar a Lei 6.802/1980. Entre as mudanças, estavam a substituição de “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” e a troca de “culto público e oficial” por “homenagem oficial”.

Na Comissão de Educação e de Cultura, Átila Lira (PP-PI) apresentou parecer pela rejeição. O relatório foi aceito por unanimidade, e o projeto acabou arquivado.

A associação com Flávio ocorreu porque Galli se define como “bolsonarista raiz”, declarou apoio ao candidato e esteve com ele em um evento agro em abril. Na ocasião, o ex-deputado chamou Flávio de “amigo”. O texto informa, no entanto, que Flávio não demonstrou publicamente que o apoio fosse mútuo.

Galli foi nomeado assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro e exonerado em junho de 2019 após condenação por declarações ofensivas contra a comunidade LGBTI+. Neste ano, tenta voltar à Câmara dos Deputados pelo PP.

A discussão também recupera uma associação feita durante a eleição presidencial de 2022, quando uma montagem atribuiu a Jair Bolsonaro a intenção de acabar com o feriado de 12 de outubro e retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira. A informação foi considerada falsa, e a checagem apontou que o projeto era de Victório Galli.

A deputada Erika Hilton (Psol-SP) chamou a proposta de “esdrúxula” e disse que eventual tentativa de recolocar o tema em debate por Flávio ou aliados deveria ser acompanhada “com cautela e atenção”. Jandira Feghali (PCdoB) afirmou que o projeto não avançou porque foi apresentado durante o governo Lula.

A circulação do caso ocorreu paralelamente à divulgação de uma cartilha da Igreja Católica em apoio à democracia. O material foi distribuído na Diocese de São João de Boa Vista e associado nas redes sociais a um suposto apoio a Lula (PT).

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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