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Economia

Bolsa brasileira registra recorde após primeiro turno, e dólar cai a R$ 5,001

Ibovespa avançou 7,70% após o resultado eleitoral, enquanto o dólar teve a maior queda diária em oito anos.

Bolsa brasileira registra recorde após primeiro turno, e dólar cai a R$ 5,001
Foto: Germano Lüders/Exame

O Ibovespa fechou esta segunda-feira (5) com alta de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, e renovou os recordes de máxima durante o pregão e de fechamento. O principal índice da B3 oscilou entre 192.137,63 e 209.605,70 pontos ao longo do dia, marcado pela reação dos investidores ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial.

Flávio Bolsonaro (PL) terminou a primeira etapa da disputa à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), resultado que aumentou as apostas do mercado em uma eventual alternância de poder em 2027. A movimentação confirmou uma tendência indicada por analistas do mercado financeiro antes da votação.

O volume financeiro negociado na B3 chegou a R$ 79,3 bilhões, cerca de três vezes o registrado em uma sessão normal. Durante o pregão, o índice acrescentou mais de R$ 400 bilhões ao valor de mercado das empresas listadas.

Ações em alta e em queda

Magazine Luiza (MGLU3) liderou os ganhos, com valorização de 24,18%. Cosan (CSAN3) subiu 23,79%, enquanto B3 (B3SA3) avançou 22,63%. Os papéis do BTG Pactual (BPAC11) ganharam 22,52%, e Vamos (VAMO3) teve alta de 21,31%.

Cinco ações terminaram o pregão em queda: Klabin recuou 0,86%, Vale caiu 0,97%, Gerdau perdeu 1,19%, Embraer baixou 3,31% e Suzano terminou com baixa de 5,39%.

No mercado de câmbio, o dólar fechou em queda de 4,12%, cotado a R$ 5,001, depois de oscilar entre R$ 4,953 e R$ 5,008. Foi a maior baixa diária da moeda em oito anos. O movimento ocorreu apesar do comportamento externo e refletiu o maior apetite por risco de investidores locais e estrangeiros.

A avaliação predominante entre os investidores foi que a vantagem de cerca de 2 pontos percentuais de Flávio sobre Lula, em desacordo com parte dos cenários das pesquisas, poderia elevar a expectativa de reformas estruturais e reduzir a percepção de risco fiscal no país. Essa possibilidade favoreceu o real e os ativos brasileiros.

Resultado eleitoral e mercados externos

Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, equivalentes a 56,1 milhões de votos. Lula somou 45,16%, com 53,9 milhões, e Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro, com 2,89%.

Flávio venceu em quatro das cinco regiões do país. Os maiores percentuais foram registrados no Norte, com 63,38%, e no Sul, com 60,73%. No Sudeste, alcançou 51,99%, contra 39,67% de Lula. O petista venceu apenas no Nordeste, com 62,94%.

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador no primeiro turno e afirmou, no discurso de vitória, que o estado será decisivo para Flávio na segunda etapa.

No exterior, os preços do petróleo caíram após a recuperação dos fluxos do Oriente Médio para níveis próximos aos anteriores à guerra. O Brent para entrega em dezembro recuou 1,89%, a US$ 100,32 por barril, enquanto o WTI para novembro caiu 1,84%, a US$ 89,43. O UBS avaliou que a normalização dos fluxos era positiva, mas alertou para riscos de novas interrupções e danos à infraestrutura energética.

As bolsas de Nova York também fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,18%, o S&P 500 avançou 0,66% e o Nasdaq ganhou 1,05%.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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