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Economia

Vídeo de Guedes reaparece em debate sobre proibição das bets

Gravação de 2020 voltou às redes após Lula editar medida provisória contra apostas de quota fixa e jogos online.

Um vídeo de Paulo Guedes defendendo a liberdade de adultos para apostar voltou a circular nas redes sociais depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que proíbe apostas de quota fixa e jogos online no Brasil. A gravação foi feita durante uma reunião ministerial de 22 de abril de 2020, no governo Jair Bolsonaro, e tratava principalmente da possibilidade de liberar cassinos físicos para atrair turistas.

Na ocasião, Guedes sustentou que pessoas maiores de idade deveriam decidir como gastar o próprio dinheiro, inclusive em jogos de azar. A então ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, se opôs à proposta. O debate daquele momento não era especificamente sobre o mercado atual de apostas esportivas e cassinos online.

Medida provisória e repercussão

Lula assinou, em 25 de setembro, a Medida Provisória nº 1.394. O texto proíbe apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos online, e também alcança empresas estrangeiras que direcionem suas operações ao público brasileiro.

A medida prevê um período de transição para o encerramento das plataformas, a devolução dos valores dos usuários e mecanismos para impedir operações financeiras ligadas às empresas de apostas. Também estabelece regras para a retirada ou o bloqueio de sites e aplicativos. Como medida provisória, produz efeitos imediatos, mas depende do Congresso Nacional para continuar em vigor.

A decisão provocou intensa movimentação nas redes sociais. Levantamento do Instituto Democracia em Xeque registrou aproximadamente 1,33 milhão de menções nas primeiras 24 horas. Entre 25 e 28 de setembro, foram contabilizados 2,5 milhões de posts e 40 milhões de interações.

Entre as publicações com posição identificada, 57% eram contrárias à proibição e 43% favoráveis. Quando considerado o engajamento, porém, os conteúdos favoráveis reuniram 52% das interações, contra 48% dos conteúdos contrários. Os argumentos favoráveis mencionaram endividamento, dependência e perda de renda das famílias. Já os críticos discutiram o momento eleitoral, a regulamentação do setor e os efeitos sobre o futebol.

Disputa política e dados econômicos

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 23 de setembro indicou apoio majoritário à proibição. Entre 5.015 adultos ouvidos entre 17 e 22 de setembro, 75% disseram defender a proibição das apostas online. Outros 17% discordaram e 8% não concordaram nem discordaram. A margem de erro foi de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026.

A medida também passou a integrar a disputa presidencial. Flávio Bolsonaro criticou a decisão de Lula e classificou a iniciativa como hipócrita, eleitoreira e oportunista. Em uma transmissão ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o senador concentrou as críticas nos cassinos online, incluindo o chamado Jogo do Tigrinho. Flávio afirmou que pretende combater essas plataformas com ferramentas tecnológicas e reconheceu que elas contribuem para o endividamento dos usuários.

Dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal apontam que as famílias brasileiras tiveram perdas líquidas estimadas em R$ 62,5 bilhões com apostas online em 2025. O valor equivale a aproximadamente 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta.

Entre outubro de 2024 e março de 2026, as plataformas movimentaram quase R$ 351 bilhões por meio de transferências via Pix. Esses números passaram a ser usados no debate sobre os efeitos econômicos e sociais das apostas, enquanto os críticos da proibição questionam a extinção de um mercado que havia passado por um processo recente de regulamentação.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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