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Protestos estudantis fecham quatrocentas escolas na França

Manifestações por mais investimentos na educação tiveram confrontos com a polícia e deixaram cerca de 2 mil detidos desde o início.

Protestos estudantis fecham quatrocentas escolas na França
Foto: Nacho Doce/Reuters

Estudantes do Ensino Médio entraram em confronto com a polícia durante protestos por melhores condições na educação. Nesta sexta-feira (2), quatrocentas escolas secundárias — uma a cada dez no país — permaneceram fechadas por causa das manifestações.

Os protestos começaram há aproximadamente duas semanas, depois de uma greve de professores do liceu Saint-Exupéry, na comuna de Créteil, nos arredores de Paris. Os docentes apontavam falta de pessoal. No dia seguinte, cerca de 200 estudantes bloquearam a escola em apoio aos professores.

Confrontos em várias cidades

A mobilização teve episódios de confronto em diferentes regiões. Em Estrasburgo, no leste da França, o gás lacrimogêneo cobriu as ruas. Em Marselha, no sul, manifestantes lançaram fogos de artifício contra as fileiras da polícia. Em Rennes, no oeste, lixeiras foram incendiadas. Também houve confrontos em Nantes, Tolouse, Lyon e Paris.

Na capital, estudantes carregavam cartazes com a frase: “Temos um futuro para construir, não para suportar.”

A insatisfação está relacionada ao reajuste previsto para as verbas da educação no orçamento de 2027. O aumento definido pelo governo do presidente Emmanuel Macron deve ser de 1,7%, abaixo da inflação. Entre as reivindicações estão a contratação de professores e funcionários, a reforma de prédios deteriorados e uma carga horária menos puxada.

A estudante Kesia, de 15 anos, que participa dos protestos no subúrbio parisiense de Pantin, citou a superlotação das salas, a falta de cadeiras e o tempo reduzido para o almoço. Ela afirmou que há 35 alunos por turma e que o intervalo de uma hora não é suficiente para que todos consigam comer.

Resposta do governo

Macron reconheceu que as preocupações dos jovens são legítimas, mas disse que elas não justificam violência nem ataques contra policiais e professores. Durante uma visita à Espanha, afirmou: “As escolas existem para permanecer abertas e compartilhar conhecimento.”

O ministro da Educação, Edouard Geffray, pediu aos pais que impedissem os filhos de participar das manifestações e declarou, em entrevista à BFM TV, que as crianças estão em perigo nas ruas.

O ministro da Justiça, Gerald Darmanin, disse à rádio RTL que cerca de 2 mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos, a maioria adolescentes. Ele busca uma forma de obrigar os pais de adolescentes que causaram danos a pagar indenizações.

O governo acusa o partido França Insubmissa (LFI), de extrema-esquerda, de incentivar atos violentos. Parlamentares da sigla negam a acusação e dizem que o governo politiza os protestos a menos de seis meses da eleição presidencial, marcada para 18 de abril. Emmanuel Macron, de centro-direita, pode ser substituído na votação.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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