A economista Juliane Furno avaliou que as campanhas presidenciais deveriam apresentar uma visão sobre o caminho da sociedade, em vez de se limitarem a propostas de gestão. Para ela, o primeiro turno foi marcado por baixa politização do debate público.
Furno afirmou que uma disputa eleitoral precisa formular uma agenda propositiva e tratar de diferentes concepções de sociedade. Ao mesmo tempo, disse que as campanhas não podem ignorar os assuntos que ganharam espaço durante a conjuntura. “Nós não podemos brigar com a realidade”, declarou.
Nesse grupo, a economista incluiu temas como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o escândalo do banco Master. Na avaliação dela, embora sejam assuntos acessórios em relação ao debate sobre o rumo da sociedade, eles precisaram ser incorporados às discussões eleitorais.
Temas priorizados por Lula
Furno elogiou a escolha de temas feita pela campanha de Lula. Ela destacou a discussão sobre o fim da escala 6×1, que considerou o debate mais importante e com potencial para produzir uma mudança mais estrutural durante o governo Lula.
A economista também classificou como corajosa a abordagem do fim das bets. Para ela, esses temas estruturais contribuem para politizar a sociedade e ampliam o conteúdo programático da disputa presidencial.


