SÃO BERNARDO DO CAMPO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste domingo (4) que o resultado do primeiro turno das eleições de 2026 definirá o projeto político para o Brasil nos próximos anos. Ele votou pela manhã em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e falou com a imprensa depois de deixar a seção eleitoral.
Lula apresentou a disputa como uma escolha entre projetos distintos para o país. “O povo vai escolher entre o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie”, disse. Na mesma declaração, mencionou outras alternativas, como punitivismo ou negacionismo, desenvolvimento ou atraso e crescimento econômico ou retrocesso. O presidente também afirmou que o resultado será acatado porque o povo é soberano.
Votação e campanha
O presidente votou na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, por volta das 9h30. Ele estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB).
Lula declarou confiança no trabalho realizado durante a campanha e disse esperar que o esforço dos envolvidos resulte não apenas em sua vitória na disputa presidencial, mas também na eleição de senadores e deputados de seu partido. Ele ainda pediu que pessoas com mais de 70 anos fossem votar.
Após a votação, seguiu para a capital paulista, onde a previsão era acompanhar a apuração dos votos.
Proposta para o Judiciário
Durante a conversa com a imprensa, Lula afirmou que, se for eleito, pretende propor uma reforma no Judiciário. Segundo ele, caberá inevitavelmente ao próximo presidente indicar quatro nomes para o Supremo Tribunal Federal (STF), e mulheres devem ocupar esse espaço.
O candidato disse que pretende formar uma equipe com profissionais da área para elaborar um novo projeto para o Judiciário. Entre as possibilidades citadas está a definição de um tempo máximo de permanência de um ministro na Corte.
O STF enfrenta crises em diferentes frentes. Entre os temas mencionados está o suposto envolvimento de ministros com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o debate sobre um possível viés político em parte das decisões da Corte.


