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Ação na UnB reúne torcedores pagos, agressões e prisão de candidato

Wilker Leão foi detido pela Polícia Federal após uma pintura não autorizada no Instituto de Artes da UnB e acabou liberado pela Justiça Federal.

Ação na UnB reúne torcedores pagos, agressões e prisão de candidato
Foto: Instagram/TJF-Brasília

A reitora da Universidade de Brasília (UnB), Rozana Naves, afirmou que a ação realizada no Instituto de Artes (IdA) no último domingo (27) ocorreu sem autorização e envolveu agressões contra estudantes. Wilker Leão, candidato a deputado federal pelo Novo, foi preso em flagrante pela Polícia Federal por dano ao patrimônio público da União e liberado na segunda-feira (28), após passar 24 horas detido.

A Polícia Militar do Distrito Federal informou que um grupo de cerca de 15 pessoas fazia uma pintura não autorizada no muro do instituto. A corporação disse que os envolvidos foram levados à Superintendência da Polícia Federal: dois homens permaneceram detidos para a apuração do crime de dano ao patrimônio público, enquanto os demais foram ouvidos e liberados.

Agressões no Instituto de Artes

Integrantes de torcidas organizadas do Distrito Federal relataram que Leão teria pago R$ 150 a pelo menos dez membros da Torcida Jovem do Flamengo e da Torcida Independente, do São Paulo, para acompanhá-lo, provocar estudantes e participar da ação. O grupo teria coberto de tinta branca os murais do departamento.

Durante a invasão ao campus, alunos do curso de Artes Visuais foram agredidos fisicamente e alvo de ofensas racistas e homofóbicas. O estudante Akim Borges, que estava no local para documentar a ação a pedido da segurança patrimonial da universidade, disse que levou um soco na cabeça e precisou fazer uma tomografia no hospital. Segundo ele, cinco boletins de ocorrência foram registrados e exames de corpo de delito foram realizados no Instituto Médico Legal (IML).

“Fomos recebidos com muita ofensa e pirraça dos agressores, que foram racistas comigo e com um colega”, afirmou Borges.

A administração da UnB acionou os protocolos de segurança e chamou a Polícia Federal. Em pronunciamento nas redes sociais, Rozana Naves repudiou a intervenção no patrimônio público e as agressões atribuídas a Leão e aos homens que o acompanhavam. A reitora também afirmou que o candidato foi expulso da instituição em 2025 por intimidar professores e estudantes.

Torcidas e aproximação política

Os torcedores apontados como participantes da ação pertencem ao 23º Pelotão da Torcida Jovem do Flamengo, no Distrito Federal, e à sub-sede de Brasília da Torcida Independente. As duas divisões locais são descritas como conhecidas na região por confrontos entre torcidas organizadas.

A contratação teria repetido uma prática denunciada em agosto deste ano pelo coletivo antifascista Bonde do Mao, ala progressista da Torcida Jovem do Flamengo. Na ocasião, o grupo afirmou que Leão havia oferecido R$ 150 para que integrantes da torcida fizessem sua escolta na universidade.

As divisões locais das organizadas integram historicamente a União Punho Cruzado (UPC), aliança nacional associada a símbolos da esquerda internacional. Nos últimos meses, porém, lideranças das torcidas em Brasília passaram a estreitar relações com políticos conservadores locais. Integrantes relatam que a mudança provocou contestações internas e teria sido motivada por trocas de favores e cargos em gabinetes parlamentares.

As divisões do Distrito Federal funcionam de maneira autônoma, e suas posições políticas não são necessariamente endossadas pelas matrizes nacionais no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Prisão e versões

Leão afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que foi preso de forma “arbitrária” e que pretendia apenas “revitalizar” o prédio e apagar pichações ideológicas. Ele não respondeu aos questionamentos sobre a contratação dos torcedores e o pagamento de R$ 150.

A Justiça Federal determinou sua soltura sem fiança ou medidas cautelares. A Polícia Federal não respondeu aos questionamentos sobre os fundamentos da prisão em flagrante nem informou se outros integrantes do grupo foram detidos ou identificados.

A Polícia Militar afirmou que foi acionada para atender à ocorrência e que a ação só foi interrompida com a chegada das equipes policiais, depois de a orientação da segurança patrimonial não ter sido atendida inicialmente.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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