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China homenageia mártires em cerimônia na Praça da Paz Celestial

Xi Jinping participou da homenagem, que reuniu aproximadamente 2.400 pessoas no Dia dos Mártires, celebrado em 30 de setembro.

China homenageia mártires em cerimônia na Praça da Paz Celestial

O presidente chinês Xi Jinping participou nesta quarta-feira (30) de uma cerimônia em homenagem aos mártires das lutas chinesas do período moderno. Ao lado de outros líderes do Partido Comunista da China (PCCh), representantes do Estado e pessoas de diferentes setores, ele depositou flores no Monumento aos Heróis do Povo, na Praça da Paz Celestial, também conhecida como Tiananmen.

A cerimônia marcou o Dia dos Mártires, celebrado oficialmente no país em 30 de setembro. Estiveram presentes os sete integrantes do Comitê Permanente do Bureau Político do PCCh, núcleo da liderança cotidiana do partido, do qual Xi também faz parte.

Participaram aproximadamente 2.400 pessoas, entre representantes da juventude, militares, trabalhadores de empresas estatais e entregadores de aplicativo. Também estiveram presentes integrantes dos Jovens Pioneiros, organização de massa voltada às crianças chinesas. Conforme a definição oficial, o grupo funciona como força de reserva para a causa do socialismo e do comunismo e para o rejuvenescimento nacional. Neste ano, a organização alcançou 112 milhões de membros.

O monumento e o Dia dos Mártires

O monumento homenageia os mortos em batalhas e guerras de resistência ocorridas entre 1840 e 1949. O primeiro desses marcos foi o ataque unilateral do Reino Unido contra a China, episódio que posteriormente ficou conhecido como Primeira Guerra do Ópio. O período termina com a fundação da República Popular da China, em 1949.

A China denomina esse intervalo de Século da Humilhação. A inscrição no grande bloco de pedra destaca três fases da resistência: a etapa final da Guerra de Libertação, entre 1946 e 1949; as três décadas que vão do Movimento de 4 de Maio de 1919 à fundação da República Popular; e o período iniciado com o primeiro ataque britânico, em 1840.

A pedra fundamental do memorial foi colocada em 30 de setembro de 1949, na véspera da proclamação da República Popular da China. Na ocasião, Mao Zedong leu o texto preparado para a inscrição, que convoca os heróis do povo a serem lembrados para sempre “desde o ano de 1840”. As obras começaram em agosto de 1952 e terminaram em abril de 1958.

A criação do Dia dos Mártires foi aprovada em agosto de 2014 pelo Comitê Permanente da 12ª Assembleia Nacional Popular. A data escolhida foi 30 de setembro, véspera do aniversário de fundação da República Popular da China.

O período lembrado pela cerimônia

A narrativa oficial chinesa sobre o Século da Humilhação inclui a derrota da Dinastia Qing pelo Reino Unido na Primeira Guerra do Ópio. Depois do conflito, foram impostos tratados que determinaram a cessão de Hong Kong, a abertura forçada de cinco portos ao comércio estrangeiro e o pagamento de indenizações ao governo britânico.

Na Segunda Guerra do Ópio, entre 1856 e 1860, a França se juntou ao Reino Unido. O conflito incluiu a destruição e o saque do Palácio de Verão, em Pequim. Entre 1883 e 1885, a Guerra Sino-Francesa consolidou o domínio francês sobre o Vietnã e abriu caminho para a formação da Indochina sob controle francês.

O Japão também atacou a China entre 1894 e 1895, durante a Restauração Meiji. Após a vitória, obteve Taiwan e as ilhas Penghu, além de indenizações. Taiwan permaneceu sob domínio colonial japonês até 1945, quando o Japão foi derrotado na Segunda Guerra Mundial.

Em 1900, tropas de oito países ocuparam Pequim após uma revolta nacionalista chinesa. O Protocolo Boxer, de 1901, impôs novas indenizações e manteve tropas estrangeiras na capital. Décadas depois, um atentado em 18 de setembro de 1931 marcou o início da invasão japonesa da Manchúria. Em 7 de julho de 1937, uma alegação sobre o desaparecimento de um soldado em Wanping, perto de Pequim, foi usada como pretexto para uma invasão em larga escala. A guerra terminou em 1945, com a rendição do Japão.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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