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Xi e Trump criam canal para crises tecnológicas e discutem Irã

Encontro em Washington preservou a trégua comercial, abriu uma linha direta sobre tecnologia e tratou de Irã e Taiwan.

Xi e Trump criam canal para crises tecnológicas e discutem Irã

A reunião entre Xi Jinping e Donald Trump terminou com a criação de uma linha direta para lidar com riscos e emergências relacionados à tecnologia. O mecanismo foi acertado sem um anúncio concreto sobre Inteligência Artificial (IA), tema em que China e Estados Unidos defendem visões diferentes sobre o grau de controle humano nos modelos atuais e futuros.

Trump classificou a questão como “Superinteligência” e defendeu que ela permaneça “exatamente como está”. A posição coincide com o entendimento de Pequim sobre o tema. O encontro também teve forte dimensão protocolar: o presidente estadunidense recebeu Xi pessoalmente na base aérea de Andrews, com revista militar, sobrevoo e jantar de gala.

Entre os convidados estavam Elon Musk, da Tesla, Jensen Huang, da Nvidia, Sam Altman, da OpenAI, e Tim Cook, da Apple. A recepção contrastou com a chegada de Trump a Pequim, em maio, quando Xi não foi pessoalmente ao desembarque. Ainda assim, a cerimônia na Casa Branca manteve um roteiro controlado, sem o tipo de improviso associado a outras reuniões conduzidas pelo presidente dos Estados Unidos.

Trégua comercial e diálogo com o Irã

A principal decisão econômica foi tomada antes da conversa entre os presidentes. Na quarta-feira (23), Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, reuniu-se com o vice-premiê chinês Hê Lifeng. Os dois anunciaram a extensão, até 10 de janeiro, da trégua comercial firmada na Coreia do Sul, em outubro do ano passado.

O entendimento reduz tarifas recíprocas e mantém suspensos os controles chineses sobre a exportação de terras raras. A vigência anterior terminaria em 10 de novembro. Xi deixou Washington sem anunciar concessões, mas afirmou que as empresas chinesas devem ser tratadas “de forma justa”.

As tensões militares também entraram na agenda. Xi sinalizou apoio à retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã para viabilizar o acordo que suspende as agressões no país persa, firmado no primeiro semestre e posteriormente desrespeitado por Washington. Depois disso, o chanceler iraniano Abbas Araghchi propôs reabrir o estreito de Ormuz em sete dias e retomar as negociações nucleares.

Taiwan permanece sem mudança americana

Xi pediu que o governo Trump vá além de apenas não apoiar a independência de Taiwan e passe a se opor à ideia. O governo chinês também solicitou “extrema cautela” no tratamento do assunto. Trump não indicou mudança de posição.

Enquanto isso, um pacote de US$ 14 bilhões em armas aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos continua parado. O tema foi tratado no contexto das tensões entre China e Taiwan, sem anúncio de alteração na política americana.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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