O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ao líder chinês, Xi Jinping, que qualquer apoio de Pequim ao Irã em meio à guerra é inaceitável. A informação foi divulgada pelo embaixador norte-americano David Perdue, que relatou o conteúdo do encontro entre os dois presidentes.
Em entrevista à CNBC, Perdue disse que Washington já havia comunicado semanas antes sua posição sobre eventual ajuda chinesa ao governo iraniano. A advertência incluiria apoio direto ou indireto, fornecimento de inteligência, peças ou equipamentos militares. “O presidente Trump deixou isso bem claro novamente ontem”, afirmou o embaixador.
Questionado pela Fox News se a China deixaria de auxiliar o Irã, Perdue respondeu que já havia percebido movimentação nesse sentido. Segundo ele, os chineses teriam garantido que não prestariam esse tipo de apoio.
A visita de Xi aos Estados Unidos terminou nesta sexta-feira (25), após três dias. O presidente chinês descreveu a relação entre os países como uma parceria construtiva de “estabilidade estratégica com base no respeito, na justiça e na reciprocidade”. Ele também disse que deverá se encontrar mais duas vezes com Trump neste ano: na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em Shenzhen, e na reunião do G20, em Miami.
Comércio e aproximação diplomática
As conversas foram marcadas por gestos simbólicos de aproximação, sem avanços concretos anunciados durante a visita. Trump, porém, destacou progressos em um mecanismo de comércio bilateral, incluindo o que descreveu como maior acesso de agricultores e pecuaristas norte-americanos ao mercado chinês. A inteligência artificial também foi apontada pelos dois líderes como possível área de cooperação.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que os detalhes dos acordos deverão ser divulgados na semana que vem. As principais discussões políticas ocorreram na quinta-feira (24) e envolveram comércio, tarifas, inteligência artificial e Taiwan.
Depois do chá realizado na Sala Vermelha da Casa Branca, Trump, Xi e suas esposas visitaram os Arquivos Nacionais de Washington. No local, viram documentos como a declaração de independência e a Constituição norte-americana, além de materiais sobre a história das relações entre Estados Unidos e China.


