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Economia

Entidades dos empregados da Caixa defendem acordo antes de julgamento da greve

Contraf e Contec querem retomar as negociações antes da análise do dissídio coletivo pelo TST, marcada para segunda-feira.

Entidades dos empregados da Caixa defendem acordo antes de julgamento da greve

Confederações que representam os empregados da Caixa Econômica Federal defendem a retomada das negociações e o encerramento da greve antes do julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), marcado para a próxima segunda-feira. Uma audiência entre as partes está prevista para este sábado.

A paralisação nacional começou no dia 10 de setembro, embora tenha sido iniciada dois dias antes em alguns estados. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), Lorenço Prado, afirmou que o movimento já dura 18 dias e que um acordo ainda é possível. A entidade é ligada à União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Juvandia Moreira, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), lamentou a decisão da Caixa de pedir o dissídio. Ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Contraf reúne 8 federações e 104 sindicatos e é a maior entidade de representação do setor financeiro do Brasil.

“Valorizamos a negociação, fazemos isso há 30 anos e esperamos que seja possível fechar um acordo até segunda-feira”, disse Juvandia. Para as duas entidades, a manutenção da greve não oferece uma perspectiva positiva aos trabalhadores, o que reforça a defesa de um entendimento antes da decisão judicial.

Plano de saúde é principal impasse

O plano de saúde está entre os pontos centrais da negociação. Juvandia afirmou que há um déficit estimado em R$ 749 milhões para este ano e que a direção da Caixa tenta repassar uma parte significativa desse desequilíbrio aos empregados. Os trabalhadores defendem que o banco arque com 70% das despesas, enquanto os empregados pagariam os 30% restantes.

A presidente da Contraf também citou a insatisfação dos trabalhadores com medidas adotadas pela direção da Caixa neste ano sem consulta aos sindicatos. Entre elas estão mudanças nas regras de pagamento de premiações por metas e vendas de produtos, a adoção de atendimento híbrido, presencial e digital, e o limite de cinco minutos para responder ao cliente. O aumento das contribuições para o plano de saúde também é mencionado entre os motivos de descontentamento.

Nesta sexta-feira, o ministro Maurício Godinho Delgado, do TST, determinou que o comando de greve mantenha ao menos 60% dos empregados em atividade, por agência, de forma presencial ou remota. A multa por descumprimento foi fixada em R$ 100 mil por dia. As confederações já foram notificadas.

A decisão atendeu parcialmente ao pedido da Caixa, que havia solicitado a permanência de 80% do pessoal em atividade sob o argumento de que a greve afetava serviços essenciais, como a compensação bancária e o pagamento de benefícios sociais. O ministro negou o pedido para impedir qualquer atividade que dificultasse o acesso às agências, destacando que a lei já determina que a greve seja pacífica e que não havia indícios de desvios ou excessos no movimento.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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