Xi Jinping chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira (23) e foi recebido por Donald Trump na Base Aérea Conjunta Andrews, em Washington. A visita oficial terá duração de três dias e ocorre quatro meses depois de uma viagem de Trump à China.
As conversas entre os presidentes estão previstas para começar nesta quinta-feira (24), na Casa Branca. A programação termina na sexta (25), com uma cerimônia oferecida pela primeira-dama Melania Trump e uma visita ao Arquivo Nacional. Depois, Xi retornará a Pequim.
A agenda deve aprofundar o diálogo sobre as relações comerciais entre China e Estados Unidos, além de abordar questões relacionadas à paz e ao desenvolvimento mundial. As duas maiores economias do mundo mantêm disputas sobre tarifas e comércio, tecnologia, inteligência artificial, terras raras e outros minerais críticos.
Disputas e canais de negociação
Taiwan continua entre os principais temas estratégicos da relação entre Beijing e Washington. Ao mesmo tempo, os governos dos dois países têm mantido canais de negociação com o objetivo de evitar uma nova escalada.
O porta-voz da chancelaria chinesa, Guo Jiakun, afirmou que Pequim espera que o encontro ajude a consolidar uma relação de estabilidade estratégica, com diálogo e cooperação para administrar as divergências. Para ele, os dois países devem ampliar os benefícios para suas populações e contribuir para “a paz, a estabilidade e a prosperidade mundial”.
Em Pequim, o professor Zhao Hai, diretor de Estudos Políticos Internacionais do National Institute for Global Strategy, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, avaliou que os países podem avançar para entendimentos mútuos depois de um período de tensão.
Zhao apontou como prioridades as disputas comerciais e tecnológicas, Taiwan, os efeitos da relação bilateral sobre o Sul Global, o papel da China na ordem internacional e a possibilidade de participação chinesa em negociações envolvendo Irã e Estados Unidos.


