CURITIBA — A eleição no Paraná foi marcada neste domingo (4) por interrupções no fornecimento de energia, problemas técnicos em urnas e registros de ocorrências policiais. Até as 16h18, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) contabilizava 69 ocorrências, 9 detidos e 9,6 mil unidades de materiais de campanha apreendidas.
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) informou que 765 ocorrências envolveram urnas, com 183 substituições. Desse total, 130 equipamentos apresentaram problemas diversos e 142 tiveram falhas na bateria. Pela manhã, o tribunal havia informado problemas em 590 urnas e a troca de 151 máquinas.
Chuva afeta locais de votação
As chuvas e ventanias registradas durante a madrugada provocaram danos na rede elétrica. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) mobilizou 500 equipes para fazer os reparos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que ao menos 94 cidades paranaenses estavam sem energia por volta das 14h.
Em Salto do Lontra (PR), uma bateria de carro elétrico foi utilizada para manter a iluminação de uma zona eleitoral. O veículo foi providenciado pelo TRE-PR, e o fornecimento de eletricidade acabou restabelecido. Alguns locais de votação amanheceram alagados e sem luz.
A votação começou às 8h e segue até as 17h, no horário de Brasília (DF). Cerca de 8 milhões de eleitores estão aptos a participar da escolha de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente. Para senador, é necessário digitar o número completo, de três dígitos; nos votos para deputados, é possível escolher a legenda.
Candidatos votam em Curitiba e no interior
Sergio Moro (PL) votou às 9h, em Curitiba, acompanhado de Rosangela Moro (PL), Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL). Moro afirmou ter confiança em uma vitória no primeiro turno e disse ter sido alvo de ataques da campanha governista de Sandro Alex (PSD).
Também em Curitiba, Deltan Dallagnol votou às 10h ao lado de Moro, Barros e Guilherme Kilter (Novo). Ele celebrou a decisão de Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, que deferiu sua candidatura até a análise do plenário da Corte. Dr. Rosinha (PT), candidato ao Senado, criticou Dallagnol e declarou: “É um criminoso eleitoral”.
Gleisi Hoffmann (PT) defendeu o voto feminino e afirmou ser necessário regular o funcionamento das redes sociais. Requião Filho (PDT) falou sobre a possibilidade de segundo turno, criticou pesquisas eleitorais e apoiou decisões do presidente Lula (PT). Alexandre Curi (Republicanos) disse que a sequência de decisões sobre Dallagnol gera insegurança jurídica.
Em Ponta Grossa, Sandro Alex votou às 11h, acompanhado do governador Ratinho Júnior (PSD). O candidato afirmou estar confiante em chegar ao segundo turno e satisfeito com a campanha. Em Londrina, Filipe Barros registrou o voto e defendeu imparcialidade no Supremo Tribunal Federal.
Disputa pelo governo
Pesquisa AtlasIntel divulgada no sábado (3) apontou Moro com 44,7% dos votos válidos, seguido por Requião Filho, com 31,6%, e Sandro Alex, com 20,2%. Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado na segunda-feira (28), registrou 46,2% para Moro, 23,6% para Requião Filho e 21,5% para Alex.
Na disputa pelo Senado, pesquisa Quaest de quinta-feira (24) mostrou Alexandre Curi com 14%; Deltan Dallagnol e Filipe Barros com 11% cada; Gleisi com 10%; e Dr. Rosinha e Cristina Graeml com 5%. O levantamento apontou ainda 29% de indecisos e 13% de votos brancos, nulos ou de eleitores que não pretendiam votar.
O TRE-PR recebeu 47 observadores eleitorais da Transparência Eleitoral Brasil, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e do Movimento Combate À Corrupção Eleitoral. A missão internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA) enviou três observadores.

