Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) realizam neste sábado (3) o sorteio das urnas que participarão do Teste de Integridade das Eleições 2026. O procedimento será executado no domingo (4), primeiro turno, para verificar o funcionamento dos equipamentos em condições normais de uso.
A definição das seções eleitorais ocorre na véspera da votação, com participação de instituições habilitadas a fiscalizar o processo. Quando necessário, a escolha é feita por sorteio, conforme as regras da Justiça Eleitoral. O procedimento ocorre nas 27 unidades da Federação, e cada TRE seleciona uma quantidade determinada de urnas para a verificação.
No dia da eleição, votos preenchidos em cédulas de papel são digitados nas urnas escolhidas. Antes do início da simulação, é emitida a zerésima, documento que comprova que o equipamento não possui votos registrados. Ao final, a contagem baseada nas cédulas é comparada ao resultado produzido pela urna.
Os votos usados no teste não integram a apuração oficial. Em alguns locais, a fiscalização também inclui biometria. Nesse caso, eleitores voluntários podem autorizar o uso das próprias impressões digitais, enquanto as etapas específicas são acompanhadas.
Fiscalização do TCU
O Tribunal de Contas da União (TCU) acompanhará todas as etapas e procedimentos no primeiro e no segundo turno. As equipes vão verificar se as ações seguem as regras da Justiça Eleitoral e os termos do acordo de cooperação firmado entre o TCU e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O acompanhamento poderá ser realizado também no segundo turno nos estados onde houver nova votação. O ministro do TCU Odair Cunha é o relator da fiscalização.
Após as eleições, os dados coletados serão analisados e reunidos em um relatório. O documento consolidado deverá ser enviado ao TSE em até 30 dias corridos depois do segundo turno.


