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Flávio Bolsonaro fez seis viagens aos EUA durante ano eleitoral de 2026

As visitas ocorreram enquanto autoridades acusam o governo Trump de pressionar e desestabilizar o processo político brasileiro.

Flávio Bolsonaro fez seis viagens aos EUA durante ano eleitoral de 2026

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) esteve seis vezes nos Estados Unidos em 2026, período em que disputa o Palácio do Planalto. As viagens ocorreram enquanto autoridades brasileiras e parlamentares democratas americanos levantaram acusações de interferência do governo de Donald Trump nas eleições brasileiras.

A primeira permanência começou no fim de 2025. Flávio passou o Réveillon em Orlando e seguiu no país em janeiro, com passagem por Washington. Entre fevereiro e julho, realizou outras cinco viagens.

Em fevereiro, participou de eventos da PragerU, em Nashville, ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo. Em março, viajou ao Texas para a CPAC, conferência conservadora realizada entre 25 e 28 de março. No discurso, afirmou que a eleição brasileira era relevante para os interesses políticos dos conservadores americanos e voltou a criticar instituições brasileiras.

Maio concentrou duas viagens. Flávio permaneceu em Dallas entre os dias 15 e 18 e, pouco mais de uma semana depois, retornou aos Estados Unidos, com destino a Washington. Em 26 de maio, foi recebido por Trump no Salão Oval da Casa Branca, em uma reunião a portas fechadas. Conforme relatou o senador, os temas incluíram crime organizado, tarifas comerciais e minerais críticos.

A sexta viagem ocorreu em julho, novamente para Washington. Flávio participou de uma audiência do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre uma tarifa de 25% proposta para produtos brasileiros. Ele pediu o adiamento da medida e argumentou que a cobrança antes das eleições poderia beneficiar politicamente o governo Lula. A tarifa fazia parte de uma investigação comercial aberta pelo governo Trump contra o Brasil.

Acusações de interferência e circulação no Brasil

Nesta semana, os senadores americanos Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch enviaram uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio. Eles acusaram o governo Trump de promover uma campanha de interferência e desestabilização no Brasil e citaram pressões diplomáticas e econômicas, além do encontro entre Trump e Flávio na Casa Branca.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também apresentou a autoridades da França e da Alemanha avaliações sobre uma suposta interferência americana nas eleições. O governo dos Estados Unidos rejeitou acusações semelhantes.

No Brasil, o candidato teve presença localizada em 22 dos 26 estados e no Distrito Federal entre 1º de janeiro e 1º de outubro. Não foram encontrados registros de visitas ao Acre, Amapá, Piauí e Tocantins. O levantamento considerou o período completo do ano eleitoral, incluindo viagens anteriores ao início da campanha oficial, em 16 de agosto.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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