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Economia

Economia russa perde ritmo após expansão de 2023 e 2024

Governo prevê crescimento semelhante ao registrado nos primeiros meses de 2026 e inflação de 6,8% até dezembro.

Economia russa perde ritmo após expansão de 2023 e 2024

A economia russa entrou em uma etapa de crescimento mais moderado depois da expansão acelerada registrada em 2023 e 2024, afirmou nesta sexta-feira (2) o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, durante uma sessão no Conselho da Federação. Para o governo, a desaceleração faz parte da normalização da atividade e pode ajudar a reduzir as pressões inflacionárias, abrindo espaço para a retomada dos investimentos.

Nos primeiros oito meses de 2026, o Produto Interno Bruto cresceu 0,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em agosto, a alta foi de 0,8%. Com base nesses resultados, Novak afirmou que a expectativa revisada é de um avanço semelhante ao longo de todo o ano.

Ritmo atual e setores em expansão

A perda de velocidade é expressiva em relação ao desempenho recente. O PIB russo avançou 4,1% em 2023 e 4,9% em 2024, mas o crescimento ficou em cerca de 1% em 2025. Em 2022, primeiro ano da guerra em larga escala na Ucrânia, houve retração de 1,4%.

Mesmo com a atividade mais fraca no conjunto da economia, alguns setores continuam crescendo acima da média. O complexo de engenharia mecânica acumula expansão de 6% no ano, abrangendo a produção de eletrônicos, máquinas, equipamentos, itens aeronáuticos e ferroviários e a construção naval. A indústria farmacêutica, segundo Novak, mantém taxas de crescimento de dois dígitos há vários anos.

A inflação acumulada desde o início de 2026 chegou a 4,93%. A previsão apresentada pelo vice-primeiro-ministro é de alta de 6,8% até o fim do ano. O governo também avalia que uma possível melhora nos preços das principais commodities exportadas pela Rússia poderia favorecer o orçamento e a economia.

Projeções para 2026 e os anos seguintes

Para 2026, o Banco Central da Rússia estima crescimento próximo de 0% a 1%, enquanto o Ministério do Desenvolvimento Econômico prevê alta de 0,6%. O mercado de trabalho segue sustentando a atividade, com desemprego de 2,2%, mas a escassez de trabalhadores é apontada pelo governo como um limite para uma expansão mais rápida.

No segundo trimestre de 2026, a União Europeia cresceu cerca de 1,2% na comparação anual, e a zona do euro avançou aproximadamente 1%. Alemanha e França registraram taxas inferiores às observadas pela Rússia durante o período de maior expansão dos últimos anos.

As projeções para a economia russa indicam recuperação gradual. Em pesquisa de setembro, analistas consultados pelo Banco Central estimaram crescimento de 1,2% em 2027, 1,7% em 2028 e 1,8% em 2029. A previsão do governo é mais elevada: alta de 1,4% em 2027 e de 2,4% em 2029.

A trajetória recente foi marcada pelo aumento dos gastos públicos, pela expansão industrial e pela produção associada ao setor de defesa. Esse movimento elevou a atividade após a retração de 2022, mas também trouxe pressão sobre a capacidade produtiva, a mão de obra e os preços. O crescimento registrado em 2023 e 2024 levou o governo e o Banco Central a apontar riscos de superaquecimento.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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