O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, propôs neste sábado (3) um debate direto com Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, na véspera do primeiro turno. Renan afirmou que retiraria sua candidatura e declararia apoio ao adversário ainda na primeira etapa da eleição caso fosse derrotado no confronto.
A oferta foi apresentada depois do cancelamento do debate que a TV Globo realizaria na quinta-feira (1º). O encontro deixou de ocorrer após Flávio desistir e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não comparecer, em um contexto de decisões judiciais que modificaram as regras previstas para o evento.
Renan disse que a iniciativa também responde à movimentação da campanha bolsonarista para atrair seus eleitores ao candidato do PL. Ele relatou ter recebido propostas de negociação de uma possível composição política, com menções a espaço em um futuro governo, mas afirmou que não condicionaria o debate a cargos ou acordos.
“O que eu proponho para o Flávio não é cargo, não é nada. Eu proponho um debate agora neste sábado, em qualquer lugar, em qualquer horário”, declarou.
Críticas ao debate cancelado
O candidato do Missão afirmou que pretendia discutir propostas, sem tratar dos casos envolvendo Flávio. Também disse que não pediria qualquer compensação se vencesse. Pela proposta, o resultado seria reconhecido imediatamente pelo candidato derrotado.
Renan criticou a justificativa apresentada por Flávio para abandonar o debate da Globo. O candidato do PL havia dito que desistiu depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a exibição de um púlpito vazio destinado a representar Lula.
Como resposta, Renan afirmou que poderia levar ao encontro um púlpito identificado com o nome do presidente ou até um boneco. “Eu levo um púlpito escrito ‘Lula’, até levo um boneco, e ele xinga o Lula à vontade”, disse.
Renan acrescentou que poderia ajustar sua agenda e que veículos de imprensa teriam condições de organizar o confronto em qualquer horário e local.


