Christa Pike, de 50 anos, permanece inconsciente, intubada e dependente de ventilação mecânica após sobreviver a uma tentativa malsucedida de execução no Tennessee, nos Estados Unidos. A informação foi apresentada por seus advogados em um pedido judicial de emergência protocolado na sexta-feira (2).
De acordo com a defesa, a equipe do hospital tenta preservar a vida de Pike e retirar de seu organismo o pentobarbital, substância usada na injeção letal. A condenada também sofreu ferimentos graves nos dois braços e continua em estado crítico, dois dias depois de o estado ter administrado duas doses da droga.
Os advogados pediram ao Tribunal de Justiça do 20º Distrito Judicial do Estado do Tennessee uma ordem para obrigar o Departamento de Correções do Tennessee a preservar as evidências da execução, realizada na noite de quarta-feira (30). A defesa afirma que os cateteres intravenosos não estavam posicionados corretamente ou que as veias haviam estourado, fazendo com que o pentobarbital entrasse total ou parcialmente no corpo de Pike sem que a equipe percebesse.
“Em nenhum momento qualquer membro da equipe de execução percebeu que os cateteres intravenosos não estavam posicionados corretamente”, afirmaram os advogados no documento apresentado à Justiça. Eles disseram que já haviam alertado o estado e os tribunais sobre dificuldades relacionadas ao acesso intravenoso antes da execução.
O governador do Tennessee, Bill Lee, declarou que o procedimento seguiu o protocolo estabelecido pelo estado. Esta foi a segunda execução malsucedida no Tennessee este ano. Após o episódio, Lee suspendeu todas as execuções estaduais até o final de 2026 e determinou uma investigação independente.
Pike foi condenada pelo assassinato de sua colega de classe Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em 1995, quando tinha 18 anos. Ela estava programada para ser a primeira mulher executada no Tennessee em mais de dois séculos.


