MICHIGAN — A enfermeira Chloe Renae Freeman, 33, foi acusada de permitir que um cidadão mexicano sujeito à deportação deixasse a custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em um hospital de Michigan. A acusação foi apresentada no fim de agosto, conforme documentos judiciais divulgados nesta terça-feira (29).
O caso ocorreu no Trinity Health Ann Arbor Hospital, onde Freeman trabalhava. Segundo a denúncia criminal apresentada pelo agente especial do FBI Michael Wagner, o homem havia se ferido em 28 de maio ao tentar fugir de agentes do ICE. Depois, foi levado à unidade para avaliação médica e submetido a uma tomografia computadorizada.
Após o exame, Freeman teria retirado o imigrante da sala. Imagens das câmeras de segurança registraram o homem deixando o hospital pelas portas da área de ambulâncias menos de três minutos depois. Ele não foi encontrado desde então, de acordo com a denúncia.
Declaração à investigação
Durante uma entrevista em 18 de junho, Freeman teria admitido que permitiu a saída do homem. Ela afirmou que sabia que ele era detido do ICE, mas disse não acreditar que estivesse sob custódia naquele momento, porque os agentes não estavam fisicamente presentes na sala de tomografia.
Na denúncia, Wagner escreveu que a enfermeira declarou que não concordava com a separação de pessoas de suas famílias e que sabia que “iria libertá-lo”. O agente também relatou que Freeman acreditava que o homem poderia ter morrido em razão dos ferimentos.
A Trinity Health informou que Freeman não trabalha mais no hospital. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e o advogado da enfermeira não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Freeman deveria comparecer nesta terça-feira ao tribunal federal em Detroit. Seu advogado, Matthew Borgula, afirmou que ela planeja se declarar inocente.


