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Mata Atlântica registra menor desmatamento em 40 anos de monitoramento

Atlas da SOS Mata Atlântica e do INPE aponta redução para 8,7 mil hectares desflorestados em 2025; Paraná também teve queda.

Mata Atlântica registra menor desmatamento em 40 anos de monitoramento

O desflorestamento da Mata Atlântica atingiu 8,7 mil hectares em 2025, o menor nível registrado em 40 anos de monitoramento do bioma. O dado consta do Atlas dos Remanescentes da Mata Atlântica, divulgado em maio pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com informações referentes ao período de 2024-2025.

O levantamento mostra uma trajetória de redução nos estados brasileiros que concentram fragmentos de vegetação. Foram registrados 21,5 mil hectares desflorestados em 2021, 20,1 mil em 2022, 14,7 mil em 2023 e 14,4 mil em 2024, antes do marco de 8,7 mil hectares em 2025.

No Paraná, os índices também recuaram. Desde 2021, os registros passaram por 3,3 mil hectares e 2,9 mil hectares, até chegar a 632,5 hectares em 2023. Nos dois anos seguintes, as taxas permaneceram em patamares baixos, entre 225,8 e 411,4 hectares.

Políticas públicas e restauração

O Atlas é usado como base para o planejamento de políticas de proteção e para o aprimoramento da fiscalização ambiental. Para Afra Balazina, diretora de mobilização da SOS Mata Atlântica, “Os dados mostram que políticas públicas e instrumentos de controle funcionam quando são aplicados com seriedade”.

A Mata Atlântica continua sendo o bioma mais devastado do país. Restam 24% de sua cobertura original, e pouco mais da metade dessa área é formada por florestas maduras, em estágio ecológico avançado e com biodiversidade resiliente. Balazina afirma que as prioridades são interromper as perdas, permitir a recuperação da vegetação e ampliar a restauração.

Paulo Pizzi, presidente do Mater Natura, instituto de proteção ambiental que atua na Mata Atlântica, destaca o papel do poder público no financiamento e na execução de projetos. Entre as medidas citadas estão a gestão de áreas protegidas, o apoio institucional a organizações e o repasse de recursos para iniciativas socioambientais.

O financiamento federal para o Ministério do Meio Ambiente e seus órgãos teve, durante a presidência de Jair Bolsonaro, a maior queda em 17 anos, conforme estudo do Instituto Socioambiental (ISA). Nesse período, entre 2020 e 2021, a Mata Atlântica perdeu cerca de 21.642 hectares. No governo de Luis Inácio Lula da Silva (PT), os índices caíram até o registro de 8,7 mil hectares em 2025.

Vigilância sobre a legislação

A manutenção dos avanços ainda depende de vigilância permanente. No Paraná, a Nova Lei do Licenciamento Ambiental é apontada como uma ameaça à porção do bioma no estado por permitir métodos como a dispensa de licenciamento, conforme a avaliação de impacto de atividades que alterem a vegetação.

Para Pizzi, a proteção socioambiental precisa ser tratada como política de Estado, e não como medida vinculada a um governo específico. Balazina avalia que a Mata Atlântica pode demonstrar que uma trajetória histórica de devastação é reversível, desde que a redução do desmatamento e a restauração ocorram na escala necessária.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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