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Política

AGU muda posição e pede ao STF fim de regras centrais das bets

Órgão afirma que medidas adotadas desde 2024 não foram suficientes para conter danos associados às apostas de quota fixa.

AGU muda posição e pede ao STF fim de regras centrais das bets
Foto: Reprodução

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que considere inconstitucionais dispositivos centrais das leis que criaram e regulamentaram as apostas de quota fixa, conhecidas como bets. O órgão passou a defender, na prática, a proibição da atividade com base nos efeitos da regulamentação.

A manifestação foi enviada nesta sexta-feira (2) ao ministro Luiz Fux, relator de uma ação direta de inconstitucionalidade. No documento, a AGU afirma que as medidas adotadas pelo governo para reduzir os danos provocados pelos jogos não foram suficientes para adequar as normas à Constituição.

“Os atos normativos editados pelo Poder Executivo para tentar conter alguns dos riscos da atividade” não conseguiram harmonizar a legislação com os parâmetros constitucionais, segundo o órgão. A AGU reconhece que essas medidas contribuíram para reduzir a nocividade das bets, mas avalia que seus resultados não resolveram os problemas identificados.

Mudança de posição

A manifestação representa uma alteração em relação ao entendimento anterior da AGU. Na ocasião, o órgão havia considerado a legislação ainda constitucional, embora sujeita a uma possível inconstitucionalidade progressiva. Também havia defendido o acompanhamento dos efeitos da regulamentação, iniciada em 2024, antes de uma decisão definitiva.

Agora, a Advocacia-Geral da União afirma que o período de observação permitiu avaliar os resultados e que as normas administrativas não corrigiram as falhas. Para o órgão, os problemas estão nas próprias leis e atingem a saúde pública, os consumidores, crianças e adolescentes, famílias de baixa renda e a ordem econômica.

A ação foi proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que questiona duas leis e regras editadas pelo Ministério da Fazenda. A PGR sustenta que o regime legal não protege de forma suficiente direitos constitucionais, entre eles a saúde e a defesa do consumidor. O mercado de apostas esportivas movimenta mais de R$ 30 bilhões por mês.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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