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Economia

Empresas reduzem projeção para o PIB e elevam previsão de inflação em 2027

Pesquisa do Banco Central aponta piora na percepção sobre a economia, aumento dos custos e menor disponibilidade de crédito.

Empresas reduzem projeção para o PIB e elevam previsão de inflação em 2027
Foto: Divulgação/Fernando Frazão/Agência Brasil

As empresas brasileiras reduziram a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027 e elevaram a projeção de inflação para o mesmo ano, mostra a Pesquisa Firmus, divulgada nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central. O levantamento também registrou piora na avaliação da economia, aumento das expectativas de custos e menor disponibilidade de crédito.

A mediana das projeções para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2027 passou de 4% em maio para 4,5% em agosto. Para 2026, a previsão permaneceu em 5%; para 2028, ficou em 4%.

Na atividade econômica, a estimativa de crescimento do PIB em 2026 subiu de 1,8% para 1,9%. Para 2027, contudo, recuou de 1,8% para 1,5%. As expectativas para o câmbio também mudaram de direção depois de cinco retrações. A taxa esperada para seis meses avançou de R$ 5,15 para R$ 5,20, enquanto a média passou de R$ 5,14 para R$ 5,27.

A pesquisa do terceiro trimestre foi realizada entre 10 e 28 de agosto com 379 empresas não financeiras, 30 a mais que na rodada anterior.

Percepção sobre a economia

Na escala do Banco Central, 100 pontos correspondem a uma avaliação neutra. O indicador sobre a situação econômica caiu de 75,5 pontos em maio para 58,2 em agosto, na segunda queda consecutiva.

Entre as empresas ouvidas, 48,3% classificaram o cenário como discretamente negativo e 24,3% como fortemente negativo. A avaliação foi neutra para 15,6%, enquanto 11,9% relataram percepção positiva.

O índice que compara a expectativa de crescimento dos setores com a do PIB nos próximos 12 meses também recuou pelo segundo trimestre seguido e atingiu o menor nível da série histórica. A pontuação caiu de 110,6 em maio para 104,1 em agosto, ainda acima dos 100 pontos considerados neutros.

Custos e crédito

A expectativa de alta do custo da mão de obra nos próximos 12 meses subiu de 4,9% para 5,2%. Nesse grupo, 59,1% das empresas projetaram aumento entre 4% e 6%; 17,9% esperam avanço entre 6% e 8%, e 7,1%, acima de 8%. O índice agregado dos custos com insumos também passou de 5% para 5,2%.

As empresas reduziram a expectativa de reajustar seus produtos acima da inflação. As projeções para as margens nos próximos 12 meses ficaram praticamente estáveis, após a piora registrada em maio.

A oferta de crédito caiu de 92,7 pontos em maio para 89,3 em agosto, permanecendo abaixo do nível neutro. Para 57,3% das empresas, a disponibilidade ficou igual à do trimestre anterior, ante 60,7% em maio. As avaliações de redução somaram 28,8%, acima dos 24,4% registrados em maio. Já as percepções de melhora totalizaram 14%, pouco abaixo dos 14,9% da rodada anterior.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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