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Economia

Focus reduz projeção de inflação para 5% no ano

Estimativa para o IPCA continua acima do teto da meta, enquanto mercado prevê Selic de 13,75% ao ano no fim de 2026.

Focus reduz projeção de inflação para 5% no ano

A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial caiu de 5,01% para 5% neste ano, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (8). O levantamento reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permanece acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. O objetivo é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Com isso, o intervalo considerado é de 1,5% a 4,5%.

Em julho, a queda dos preços dos alimentos ajudou a inflação a perder força pelo quarto mês consecutivo. O IPCA do período ficou em 0,07% e acumulou 4,44% em 12 meses, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado levou o indicador de volta para a meta do governo. A inflação de agosto será divulgada pelo IBGE na próxima sexta-feira (11).

Juros e expectativas para a inflação

A taxa Selic, principal instrumento usado pelo Banco Central para perseguir a meta de inflação, está em 14% ao ano. Em agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, na quarta queda consecutiva. O próximo encontro do colegiado ocorrerá nos dias 15 e 16 de setembro.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano. A guerra no Oriente Médio, com impacto sobre os preços de combustíveis e alimentos, é apontada como um fator que dificulta a redução dos juros.

No Focus, os analistas projetam que a Selic termine 2026 em 13,75% ao ano. Para 2027 e 2028, as previsões são de 12% e 10,5%, respectivamente. Em 2029, a taxa estimada é de 10%.

Para 2027, a previsão de inflação passou de 4,28% para 4,29%. As estimativas para 2028 e 2029 são de 3,8% e 3,5%.

Quando a Selic sobe, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo e a demanda e pode conter a alta dos preços. A queda dos juros, por outro lado, tende a baratear o crédito e estimular produção e consumo. As instituições financeiras também consideram inadimplência, lucro e despesas administrativas na definição das taxas cobradas dos consumidores.

Atividade econômica e câmbio

A previsão para o crescimento da economia brasileira neste ano passou de 1,92% para 1,93%. Para 2027, permanece em 1,5%. O mercado estima expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,96% em 2028 e de 2% em 2029.

No segundo trimestre de 2026, o PIB cresceu 0,5% em relação ao primeiro trimestre. Em 12 meses, a expansão foi de 1,9%, segundo o IBGE. Em 2025, a economia avançou 2,3%, no quinto ano seguido de crescimento, com alta em todos os setores e destaque para a agropecuária.

A projeção para o dólar no fim deste ano é de R$ 5,20. Para o encerramento de 2027, a expectativa é de R$ 5,30.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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