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Caiado, Renan e Zema apoiam afastamento do diretor-geral da PF

Os três presidenciáveis defenderam a decisão de André Mendonça, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro ainda não comentaram o caso.

Caiado, Renan e Zema apoiam afastamento do diretor-geral da PF
Foto: Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema manifestaram apoio ao afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e recebeu nesta terça-feira (8) declarações favoráveis dos três candidatos de oposição à Presidência da República.

Caiado classificou a medida como uma decisão firme e corajosa e afirmou que as instituições de Estado devem atuar com imparcialidade e respeito à Constituição. “Lei e ordem caminhando juntas, sem espaço para politização”, escreveu o candidato do PSD.

Zema, do Novo, disse que o afastamento ocorreu após um pedido do partido. Em sua manifestação, afirmou que um relatório de 200 páginas havia encontrado menções a Andrei Rodrigues no celular de Daniel Vorcaro. O governador também declarou que o partido seguirá atuando contra os chamados intocáveis.

Renan Santos, do Missão, não citou o nome de Mendonça, mas afirmou estar feliz com a saída de Rodrigues. Em vídeo, criticou as reações de bolsonaristas e petistas e sustentou que Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva também estão envolvidos nos escândalos do Master, apontados como parte da crise no Supremo que levou à decisão.

Lula e Flávio Bolsonaro ainda não se pronunciaram sobre o afastamento do diretor-geral da PF.

A decisão de Mendonça foi encaminhada à Segunda Turma do STF. O ministro Gilmar Mendes pediu vista, e a análise foi adiada. Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam os votos e formaram maioria para referendar a medida. Com a suspensão do julgamento, o afastamento de Rodrigues continua em vigor. Gilmar Mendes tem até 90 dias para devolver o processo à turma.

Fundamentação da decisão

Mendonça afirmou haver indícios de que Andrei Rodrigues e Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF, participaram ou tinham conhecimento da elaboração de relatórios de inteligência envolvendo autoridades. Almada também foi afastado.

Documento encaminhado à Justiça informa que seis relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto. Os materiais analisaram atos e decisões de autoridades do Judiciário, da Advocacia Pública e da polícia judiciária.

O ministro declarou que foi monitorado pela Polícia Federal por mais de 30 dias e considerou ilegal esse acompanhamento. Além dos afastamentos, proibiu a produção, a preparação e o compartilhamento de novos relatórios.

Segundo Mendonça, a medida busca evitar que prerrogativas, acessos, sistemas e relações institucionais associados aos cargos sejam usados para interferir nas apurações.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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