Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema manifestaram apoio ao afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e recebeu nesta terça-feira (8) declarações favoráveis dos três candidatos de oposição à Presidência da República.
Caiado classificou a medida como uma decisão firme e corajosa e afirmou que as instituições de Estado devem atuar com imparcialidade e respeito à Constituição. “Lei e ordem caminhando juntas, sem espaço para politização”, escreveu o candidato do PSD.
Zema, do Novo, disse que o afastamento ocorreu após um pedido do partido. Em sua manifestação, afirmou que um relatório de 200 páginas havia encontrado menções a Andrei Rodrigues no celular de Daniel Vorcaro. O governador também declarou que o partido seguirá atuando contra os chamados intocáveis.
Renan Santos, do Missão, não citou o nome de Mendonça, mas afirmou estar feliz com a saída de Rodrigues. Em vídeo, criticou as reações de bolsonaristas e petistas e sustentou que Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva também estão envolvidos nos escândalos do Master, apontados como parte da crise no Supremo que levou à decisão.
Lula e Flávio Bolsonaro ainda não se pronunciaram sobre o afastamento do diretor-geral da PF.
A decisão de Mendonça foi encaminhada à Segunda Turma do STF. O ministro Gilmar Mendes pediu vista, e a análise foi adiada. Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam os votos e formaram maioria para referendar a medida. Com a suspensão do julgamento, o afastamento de Rodrigues continua em vigor. Gilmar Mendes tem até 90 dias para devolver o processo à turma.
Fundamentação da decisão
Mendonça afirmou haver indícios de que Andrei Rodrigues e Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF, participaram ou tinham conhecimento da elaboração de relatórios de inteligência envolvendo autoridades. Almada também foi afastado.
Documento encaminhado à Justiça informa que seis relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto. Os materiais analisaram atos e decisões de autoridades do Judiciário, da Advocacia Pública e da polícia judiciária.
O ministro declarou que foi monitorado pela Polícia Federal por mais de 30 dias e considerou ilegal esse acompanhamento. Além dos afastamentos, proibiu a produção, a preparação e o compartilhamento de novos relatórios.
Segundo Mendonça, a medida busca evitar que prerrogativas, acessos, sistemas e relações institucionais associados aos cargos sejam usados para interferir nas apurações.


