O Partido Novo pediu nesta terça-feira (8) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a prisão preventiva de Andrei Rodrigues, diretor-geral afastado da Polícia Federal (PF). A solicitação foi apresentada após o ministro André Mendonça determinar o afastamento cautelar de Rodrigues do comando da corporação, também nesta terça-feira (8).
Na petição, o partido afirma que informações apresentadas em uma decisão de Mendonça levantam a possibilidade de uma atividade policial não autorizada para obter dados sobre o ministro. A legenda questiona a origem e a forma de produção de relatórios de inteligência que teriam sido usados em uma investigação relacionada a Mendonça.
A controvérsia envolve uma decisão de Alexandre de Moraes, de 1º de setembro, que determinou à PF o envio de relatórios de inteligência com menções a ministros do STF. Em resposta, Rodrigues encaminhou seis relatórios a Moraes. O Novo afirma, porém, que apenas quatro dos documentos citados no ofício da PF teriam sido apresentados.
Questionamentos sobre os relatórios
O partido contesta a autenticidade e a origem do material porque os documentos, segundo a legenda, não informam a data e o local de elaboração, os responsáveis pela produção nem apresentam assinaturas. O Novo também pede que a PF entregue os seis relatórios mencionados no ofício, acompanhados de informações sobre sua origem, produção, responsáveis e pessoas que tiveram acesso a eles.
O principal questionamento diz respeito a informações sobre supostas reuniões de Mendonça com investigadores e advogados de pessoas investigadas. Para o partido, é necessário esclarecer como esses dados foram obtidos.
A legenda afirma que, se tiver ocorrido monitoramento, interceptação telefônica ou gravação ambiental sem autorização judicial, pode ter havido uma atividade policial ilegal. O próprio partido ressalva que essa possibilidade ainda precisa ser investigada e comprovada.
Na semana passada, o Novo já havia solicitado ao STF a prisão de Rodrigues. Essa petição serviu de base para a decisão de Mendonça pelo afastamento cautelar do diretor-geral da PF.


