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Economia

IPCA recua em agosto e amplia expectativa de corte da Selic

Deflação de 0,32% foi influenciada pelo bônus de Itaipu e pela queda dos alimentos, mas riscos seguem no radar do Banco Central.

IPCA recua em agosto e amplia expectativa de corte da Selic

O IPCA recuou 0,32% em agosto, informou o IBGE. Foi a maior deflação mensal em quatro anos, desde agosto de 2022, e o resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, de -0,28%. A queda reforçou a possibilidade de o Banco Central fazer mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião da semana que vem do Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está em 14% ao ano.

O resultado foi influenciado principalmente por um desconto temporário na conta de luz e pela redução de 0,34% no grupo alimentação e bebidas, que registrou três meses consecutivos de queda. O bônus de Itaipu, distribuído aos consumidores quando há saldo positivo na conta de comercialização da usina controlada por Brasil e Paraguai, levou a uma queda de 7,63% na energia elétrica residencial. O abatimento correspondeu à distribuição de 2025.

Também contribuíram para a deflação a queda de 13,17% nas passagens aéreas, de 0,59% na gasolina e de 0,61% na alimentação em domicílio. Entre os alimentos, recuaram a batata-inglesa (-19,89%), a cenoura (-11,22%), a cebola (-11,07%), o tomate (-10,94%), o ovo de galinha (-4,15%) e o café moído (-1,86%).

Riscos para os próximos meses

A avaliação de economistas é que o alívio pode perder força. O período entre maio e agosto costuma favorecer a produção de alimentos, mas chuvas e calor mais intensos na primavera e no verão tendem a pressionar os preços. O El Niño, fenômeno associado ao aquecimento das águas do Pacífico, pode intensificar esse movimento.

Relatório da consultoria 4intelligence indica que os alimentos podem deixar a deflação em setembro, com altas esperadas em grupos como cereais, leguminosas e oleaginosas; farinhas, féculas e massas; tubérculos, raízes e legumes; açúcares e derivados; frutas; carnes; pescados; panificados; óleos e gorduras. A conta de luz também deve subir com o fim do bônus de Itaipu.

Os economistas Matheus Pizzani, do PicPay, e Cláudia Moreno, do banco C6, avaliam que a economia ainda opera em ritmo elevado, apesar dos juros. Fábio Romão, da 4intelligence, afirmou que a desaceleração do mercado de trabalho e da atividade ainda não oferece sinal claro de mudança nas perspectivas para os juros. Para ele, o El Niño pode afetar a formação de preços no último trimestre e no ano que vem.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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