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Economia

Galípolo vê desaceleração mais clara, mas mantém cautela sobre os juros

Presidente do BC afirma que novos dados reforçam perda de ritmo da economia, mas cenário incerto exige prudência na condução da Selic.

Galípolo vê desaceleração mais clara, mas mantém cautela sobre os juros

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que os dados recentes tornam mais evidente a desaceleração da economia brasileira. Apesar disso, indicou que o movimento não deve provocar uma mudança emocional na condução da política monetária, diante das incertezas que ainda cercam o cenário econômico.

A taxa Selic está em 13,75%, depois de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. O Banco Central não sinalizou qual será o caminho dos juros nas próximas reuniões. Galípolo disse que a autoridade vem ganhando confiança nas evidências de perda de ritmo, mas que procura evitar oscilações intensas em sua comunicação e em suas decisões.

De acordo com o presidente do BC, tanto a autoridade monetária quanto o mercado identificam sinais mais consistentes de desaceleração da atividade. A expectativa é que esse processo contribua para equilibrar oferta e demanda e favoreça a convergência da inflação para a meta.

A cautela é influenciada também pela continuidade da guerra no Oriente Médio, que pressiona os preços do petróleo e dos combustíveis. Galípolo citou ainda as respostas dos analistas ao Questionário Pré-Copom, que apontaram simultaneamente mais evidências de desaceleração e maior preocupação com choques de oferta.

Entre esses riscos está o efeito do El Niño. Exercícios do Banco Central indicam que o fenômeno pode reduzir a produtividade das lavouras de milho e arroz no país. Para Galípolo, em um ambiente de incerteza, os dados continuam sendo o principal guia, mas devem ser avaliados com humildade, sem uma confiança excessiva em previsões precisas.

Projeções para a atividade

Nesta quinta-feira, o Banco Central reduziu de 2,0% para 1,8% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto neste ano e divulgou uma estimativa de 1,4% para 2027. A revisão refletiu uma composição menos favorável do PIB no segundo trimestre, quando o crescimento foi de 0,5%, com menor contribuição do consumo das famílias e de setores mais cíclicos.

A autoridade monetária espera que a perda de ritmo continue no terceiro trimestre. A avaliação é que a desaceleração integra um processo mais amplo de redução do dinamismo iniciado no final de 2024, durante o ciclo de aperto monetário. O diretor de Política Econômica do BC, Paulo Picchetti, afirmou que não há, neste momento, perspectiva de uma recessão significativa em 2027.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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