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Governo enfrenta reação do futebol ao discutir restrições às bets

Clubes e federações afirmam que medidas podem ameaçar receitas, enquanto Lula critica a dependência do futebol em relação às apostas.

Governo enfrenta reação do futebol ao discutir restrições às bets

O governo estudou inicialmente proibir completamente as bets, mas a possibilidade provocou reação de dirigentes do futebol. Na quinta-feira (17), federações paulista, carioca e baiana, além de clubes das séries A e B, divulgaram o manifesto “O fim do futebol brasileiro”. O documento criticou propostas do governo e do Congresso e mencionou risco de “insolvência” financeira, com perdas de até R$ 1 bilhão em patrocínios.

A avaliação de integrantes do governo é que haverá reação de setores financiados pelas empresas de apostas mesmo que as restrições não atinjam diretamente as bets. A preocupação se relaciona também aos cassinos e jogos online, como o “Tigrinho”, que representam parte relevante dos ganhos desse mercado. Ao mesmo tempo, o governo considera que existe um sentimento popular contrário às apostas eletrônicas.

Esse posicionamento apareceu nas redes sociais após a divulgação do manifesto, que teve entre seus signatários Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Botafogo, Vasco, Fluminense, Cruzeiro e Grêmio. Torcedores questionaram a dependência financeira dos clubes em relação às bets e lembraram que as equipes existiam antes da entrada desse dinheiro no futebol. Também associaram o debate a problemas de vício e endividamento.

Reação das torcidas

Lideranças de torcidas, entidades de torcidas organizadas e outras associações ligadas aos times rejeitaram o tom das diretorias e defenderam o fim das apostas no esporte. Nas redes, torcedores usaram expressões como “mico”, “vergonha nacional”, “canalhice” e “nota ridícula”.

Lula passou a criticar as bets com mais frequência, chamando-as de “doença” e “desgraça da mentira”. Em abril, o presidente também questionou a dependência dos clubes. “O futebol viveu um século e meio sem as bets”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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