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Guilherme Derrite: trajetória, controvérsias e disputa pelo Senado paulista

Ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Derrite construiu sua carreira política em torno do endurecimento contra o crime.

Quem é Guilherme Derrite? Entenda as polêmicas do candidato ao Senado em São Paulo
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/editada com IA

Guilherme Derrite disputa uma vaga no Senado por São Paulo em 2026 pelo Progressistas (PP), depois de ocupar a Secretaria de Segurança Pública do estado e exercer dois mandatos como deputado federal. Ex-policial militar da reserva, ele se tornou uma das principais figuras do campo conservador ligado ao bolsonarismo e tem como principal bandeira o endurecimento das políticas de segurança pública.

A trajetória de Derrite é marcada, ao mesmo tempo, por controvérsias relacionadas à letalidade policial, ao assassinato do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach e à sua atuação no Congresso. Em 2025, ele ganhou projeção nacional como relator do projeto que deu origem ao Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, conhecido como Lei Antifacção (Lei nº 15.358/2026).

Formação e carreira na Polícia Militar

Nascido em Sorocaba, no interior paulista, em 10 de outubro de 1984, Derrite entrou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em 2003. Na instituição, formou-se em Ciências Sociais e Segurança Pública. Mais tarde, concluiu bacharelado em Direito e pós-graduação em Ciências Jurídicas pela Universidade Cruzeiro do Sul.

Sua carreira policial foi desenvolvida principalmente em unidades operacionais. Ele passou pelo 14º Batalhão e pela Rota, unidade de elite da Polícia Militar paulista. Após alcançar a patente de capitão, foi para a reserva em 2018 e iniciou sua trajetória eleitoral.

Sete inquéritos mencionados em uma investigação publicada em 2024 tratavam de mortes decorrentes de intervenções policiais em operações das quais Derrite participou durante três anos e nove meses na Rota. Ele não foi denunciado criminalmente nesses casos. Um dos inquéritos envolvia uma operação com seis mortos e policiais presos por tortura e assassinato.

Derrite foi eleito deputado federal pelo PP em 2018, com 119.034 votos, e reeleito em 2022 pelo PL, com 239.772 votos. No Congresso, concentrou sua atuação em temas de segurança pública, legislação penal e atribuições das forças policiais.

Gestão na Secretaria de Segurança Pública

Durante sua passagem pela secretaria, aumentou o número de mortes provocadas por policiais militares em serviço, conforme dados do Ministério Público de São Paulo compilados pelo Gaesp. Foram 262 mortes em 2022, 357 em 2023 e 653 em 2024. No ano seguinte, foram registradas 672 mortes em intervenções de policiais militares em serviço.

Considerando todas as mortes decorrentes de intervenção policial, incluindo diferentes situações e agentes em serviço ou fora dele, o estado registrou 835 mortes em 2024, ante 542 em 2023, alta de 65%.

Na Baixada Santista, as Operações Escudo e Verão começaram em julho de 2023, após o assassinato do soldado Patrick Bastos Reis, da Rota, no Guarujá. As ações resultaram oficialmente em 84 mortes de civis e três mortes de policiais militares.

Relatórios da Defensoria Pública paulista, de grupos de pesquisa e do Instituto Vladimir Herzog reuniram relatos de abusos, tortura, invasões de domicílios, alteração de cenas de crime e obstrução de câmeras corporais. Em outubro de 2025, Derrite classificou as denúncias de abusos como “mentirosas” e “infundadas”.

O caso Gritzbach e a Lei Antifacção

Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, que tinha histórico de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), colaborava com o Ministério Público e havia relatado suspeitas de corrupção e extorsão envolvendo policiais civis. Ele foi ouvido pela Corregedoria da Polícia Civil em 31 de outubro de 2024 e assassinado oito dias depois, no aeroporto.

Em 2025, o Ministério Público denunciou 18 policiais militares por crimes relacionados ao caso. Três foram acusados de participação direta na execução, 14 de integrar a escolta pessoal do empresário e um agente de falsidade ideológica e prevaricação. A divulgação, por Derrite, do nome e da fotografia de Kauê do Amaral Coelho, apontado como responsável por monitorar Gritzbach, também foi questionada. Kauê permanece foragido.

Como relator do Projeto de Lei 5.582/2025, Derrite propôs mudanças que, segundo a Polícia Federal, poderiam limitar a atuação da corporação em determinadas investigações e afetar apurações de alcance interestadual e nacional. Também houve críticas à possibilidade de restrição à atuação independente do Ministério Público.

Derrite deixou temporariamente a secretaria em 2024 para reassumir o mandato e relatar o projeto que extinguiu as saídas temporárias de presos. Em dezembro de 2025, saiu definitivamente do cargo. Em 2026, lançou sua candidatura ao Senado pelo Progressistas, com apoio de Tarcísio de Freitas e alinhamento à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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