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Haddad questiona apoio de Tarcísio à família de Milton Leite em debate

Candidatos ao governo paulista também divergiram sobre segurança pública, atendimento na Baixada Santista e regulação da saúde.

Fernando Haddad (PT) questionou nesta terça-feira (29) o apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos) aos filhos do ex-vereador Milton Leite (União Brasil), preso neste mês durante uma investigação sobre suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público paulista. O confronto ocorreu no debate da TV Globo entre os candidatos ao governo de São Paulo.

Haddad lembrou que Tarcísio participou, em 30 de agosto, do lançamento das candidaturas de Milton Leite Filho, para a Câmara dos Deputados, e Alexandre Leite, para a Assembleia Legislativa de São Paulo. O governador havia dito, no evento, que sua gestão tinha sido “abraçada” pela família Leite e mencionado uma parceria entre eles.

O ex-vereador foi alvo da Operação Vectura Corrupta em 17 de setembro e se entregou à polícia no dia seguinte. A investigação é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo e apura possíveis vínculos do PCC com empresas de transporte coletivo, além de corrupção de agentes públicos e financiamento ilícito de campanhas eleitorais. Milton Leite nega ligação com a facção e afirma ser inocente.

Segurança e relação com a família Leite

Durante o debate, Haddad perguntou se Tarcísio não havia sido informado sobre a prisão iminente ao participar do ato eleitoral. O governador respondeu que sua relação com a família Leite sempre foi institucional e ressaltou que nenhum de seus integrantes ocupa cargo no governo estadual.

Tarcísio citou como áreas de interlocução o saneamento em mananciais, a habitação e obras na zona sul da capital. A justificativa já havia sido apresentada por ele depois da operação.

A discussão ocorreu no bloco de segurança pública. Haddad afirmou que facções ampliaram sua atuação em atividades econômicas e instituições públicas. Também mencionou registros da presença do Comando Vermelho em Piracicaba, Rio Claro, no litoral norte e na Baixada Santista.

O candidato do PT defendeu a criação de uma agência estadual contra facções, reunindo as polícias estaduais, a Polícia Federal e a Receita Federal. Tarcísio, por sua vez, disse que os principais indicadores criminais diminuíram durante seu governo e citou operações contra o PCC nos setores de transportes e combustíveis.

Haddad contrapôs essa avaliação com referências a feminicídios, crimes raciais e roubos de celulares. Também criticou as condições das carreiras das polícias Civil e Militar. Tarcísio afirmou que houve reajustes salariais, alterações nas carreiras e aumento do efetivo durante seu mandato.

Divergências sobre a saúde na Baixada Santista

No bloco dedicado à saúde na Baixada Santista, Haddad concentrou as críticas nas filas para procedimentos, na falta de integração entre os serviços e no sistema estadual de regulação de vagas. Ele afirmou que o Hospital de Santos entrou em colapso dois anos atrás, durante a gestão de Tarcísio, e defendeu hospitais-dia para reunir consultas, exames e cirurgias em uma mesma unidade.

O petista também contestou a atuação da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross). Além disso, afirmou que o governo estadual não destina recursos ao Samu nem integra o serviço à rede hospitalar.

Tarcísio reconheceu que a região enfrenta dificuldades de atendimento e apontou a falta de leitos como o principal problema. Disse ainda que a gestão ampliou a rede por meio de investimentos em hospitais e da criação de novos serviços.

Haddad afirmou que parte do dinheiro aplicado na rede estadual vem de transferências federais e disse que o governo Lula aumentou o orçamento da saúde. O candidato também propôs reformular a regulação estadual e ampliar o uso de inteligência artificial para organizar as filas.

Tarcísio respondeu que a rede paulista já utiliza telemedicina e ferramentas digitais e declarou que houve redução na quantidade de pessoas à espera de cirurgias eletivas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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