DISTRITO FEDERAL — A Polícia Federal contabilizou dez ocorrências relacionadas a crimes eleitorais e conduziu 15 pessoas até as 16h45 deste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições. O painel da corporação registrava ainda sete termos circunstanciados de ocorrência (TCOs) e três situações flagranciais em análise.
Os registros foram atualizados ao longo do dia. Quatro casos foram comunicados pela Polícia Militar, enquanto três tiveram a origem classificada como “outros não elencados”. Até aquele momento, não havia inquérito policial instaurado no Distrito Federal no sistema da PF.
Pela manhã, até 11h30, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal havia contabilizado seis ocorrências relacionadas a crimes eleitorais. Entre os casos identificados estavam episódios de boca de urna, prática proibida no dia da votação. As ocorrências registradas pela Polícia Militar foram encaminhadas à PF, responsável por analisar os fatos e eventualmente formalizar os procedimentos.
Santinhos e entrada armada em seção
As forças de segurança também registraram ocorrências ligadas ao derrame de santinhos. Imagens de veículos distribuindo material de campanha foram recolhidas em regiões do Distrito Federal, entre elas Samambaia e Itapoã.
Durante uma coletiva realizada às 15h, no Tribunal Regional Eleitoral, o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, informou que um policial aposentado havia sido detido após entrar armado em uma seção eleitoral em Sobradinho. O caso seria analisado pela Polícia Federal, que avaliaria o enquadramento jurídico e a possibilidade de prisão em flagrante.
Patury afirmou: “Mesmo quem tem porte de arma, não pode portar arma de fogo numa sessão eleitoral”.
Balanço nacional
Às 15h10, a Polícia Federal informava, em âmbito nacional, 129 pessoas conduzidas, 18 TCOs, seis inquéritos policiais e R$ 789,8 mil em bens e valores apreendidos.
No painel consultado às 17h05, os números nacionais haviam chegado a 29 inquéritos policiais instaurados, 66 TCOs, 172 pessoas conduzidas e 40 situações flagranciais em análise. A corporação ressalta que os dados podem mudar com a comunicação de novas ocorrências e a formalização dos procedimentos.


