A eleição para o governo do Distrito Federal será decidida em segundo turno, em 25 de outubro, entre a atual governadora Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT). Celina terminou a primeira etapa na liderança, com 49,93% dos votos e 825.530 eleitores. Grass ficou em segundo lugar, com 34,47% e 569.930 votos.
Celina disputa a reeleição com Gustavo Rocha (Republicanos) como vice. A chapa também reúne Bia Kicis (PL) e Michelle Bolsonaro (PL), eleitas para o Senado no primeiro turno. Grass tem Dora Gomes (PV) como candidata a vice.
Paula Belmonte (PSDB) ficou na terceira colocação, com 8,51%. Kiko Caputo (Novo) recebeu 4,36%, seguido por Capelli (PSB), com 2,23%, e Professora Samara (UP), com 0,24%. Professor Robson (PSTU) teve 0,10% dos votos válidos, enquanto Elisson (Agir) alcançou 0,07%. Expedito Mendonça (PCO) e Rico Pinheiro registraram 0,04% cada.
Também foram contabilizados 74.774 votos em branco, equivalentes a 4,11%, e 89.910 votos nulos, ou 4,95%.
Trajetória das candidaturas
Natural de Goiânia (GO), Celina assumiu o governo em março deste ano, depois da renúncia de Ibaneis Rocha (MDB). Em junho, sancionou a lei que autorizou um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para socorrer o Banco de Brasília (BRB), em meio à crise financeira relacionada a operações fraudulentas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Mensagens reveladas pela Polícia Federal (PF) mostram que Vorcaro afirmou ao empresário Thiago Miranda que Celina participou das negociações sobre a compra do Banco Master pelo BRB. O diálogo ocorreu em abril do ano passado.
O governo de Celina também promoveu cortes nas verbas públicas para quitar a dívida do BRB. Na saúde, R$ 120 milhões foram retirados do Fundo de Saúde do Distrito Federal e destinados ao Banco de Brasília.
Professor de sociologia e nascido em Brasília, Grass passou a ser a principal alternativa a Celina depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a candidatura de Arruda. Ele foi deputado distrital entre 2019 e 2022 e já havia concorrido ao governo em 2022, quando foi derrotado por Ibaneis no primeiro turno. Durante a campanha, adotou postura de oposição aos escândalos e aos cortes atribuídos às gestões de Celina e Ibaneis.


