SÃO PAULO — O policial civil Rafael Schult foi solto na terça-feira (29), após cumprir cinco dias de prisão temporária, e não foi localizado depois que a Justiça autorizou sua prisão preventiva. Ele é investigado por suspeita de integrar um grupo envolvido em sequestros e extorsões.
O advogado de Schult confirmou a liberação e afirmou que, pela Lei Eleitoral, o policial não poderá ser preso nos cinco dias anteriores à eleição nem nos dois dias posteriores. A regra foi mencionada após a autorização da nova ordem de prisão, que ainda não havia sido cumprida porque Schult não foi encontrado.
Investigação sobre sequestro
Schult é apontado como um dos líderes do grupo investigado pelo sequestro de um jovem em Artur Alvim, na Zona Leste de São Paulo. Em agosto, a vítima teria sido agredida, algemada e colocada no porta-malas de um carro. A ação foi registrada por câmeras de segurança, mas o jovem continua desaparecido.
A investigação indica que os suspeitos acreditavam que a vítima fosse traficante e pretendiam extorqui-la. O caso também envolve uma negociação de cocaína avaliada em cerca de R$ 1 milhão e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme a apuração policial descrita no material.
O irmão de Rafael, Gustavo Schult, também é investigado por suspeita de participação no crime.
Outro policial continua preso
Milkton Massura Nakayama, conhecido como “Japa”, é apontado como integrante do grupo e é o único envolvido que continua preso. Ele trabalha no 65º Distrito Policial, responsável pela área onde o sequestro ocorreu.
Durante buscas na casa de Nakayama, foram apreendidas armas com numeração raspada, munições e um Corsa vermelho com luzes e sirenes semelhantes às de uma viatura descaracterizada. A Corregedoria da Polícia Civil apura se o veículo foi usado no sequestro ou em outros crimes atribuídos ao grupo.
A Secretaria de Segurança Pública declarou que a liberação compete à Justiça. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o processo tramita em segredo de Justiça e não comentou o caso.

