A eleição de sete candidaturas de pessoas trans para parlamentos ampliou a presença desse grupo na política institucional brasileira em 2026. A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), rede de organização política de pessoas trans, celebrou o resultado e afirmou que as votações deram uma resposta à transfobia.
Duda Salabert (Psol-MG) e Erika Hilton (Psol-SP) foram reeleitas deputadas federais. Thabatta Pimenta (Psol-RN) conquistou o primeiro mandato para a Câmara Federal, ampliando a bancada trans no Congresso.
Nas assembleias legislativas estaduais, Linda Brasil (Psol-SE) e Dani Balbi (PCdoB-RJ) foram reeleitas. Natasha Ferreira (PT-RS) e Sofia Favero (Psol-SP) obtiveram os primeiros mandatos como deputadas estaduais.
Participação eleitoral
Ao todo, foram registradas 116 candidaturas de pessoas trans, em diversos cargos e em todos os estados brasileiros. Para a Antra, cada candidatura contribui para ocupar espaços historicamente negados à população trans e travesti e fortalece a participação política da comunidade.
A entidade afirmou que a eleição é apenas o início de uma nova etapa para as parlamentares. Entre as tarefas apontadas estão a defesa da democracia, dos direitos humanos e da proteção da população trans e travesti. “A eleição termina, mas o trabalho apenas começa”, declarou a Antra.
A organização também disse que a presença trans nos parlamentos amplia a capacidade de disputar direitos, proteger vidas e construir uma democracia com participação da comunidade nas decisões políticas. A entidade reconheceu ainda todas as pessoas que se candidataram e contribuíram para aumentar a presença trans na política institucional.



