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Eleitores do DF apontam soberania, mudanças e participação democrática como motivações

Moradores ouvidos em Brasília destacaram educação, direitos sociais, fiscalização dos eleitos e o papel do Brasil na política internacional.

Eleitores do DF apontam soberania, mudanças e participação democrática como motivações
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Eleitores do Distrito Federal relataram motivações distintas para participar do primeiro turno das eleições gerais de 2026. Entre os temas mencionados estão soberania nacional, educação, qualidade dos governos, direitos humanos, meio ambiente e acompanhamento da atuação dos políticos depois da votação.

A aposentada da Embrapa Marta Alencar, 77 anos, mora no Ceará, mas mantém o título eleitoral em Brasília. Ela retornou à capital federal neste domingo (4) para votar e disse ter se emocionado ao explicar sua escolha política. “Eu voto na esquerda porque os candidatos preenchem as minhas ansiedades e os meus sonhos em relação ao país”, afirmou. Marta associou sua decisão também à defesa da soberania, da educação e das riquezas nacionais. Depois de votar, descreveu seu sentimento como felicidade.

O Distrito Federal tinha 2.258.320 eleitores aptos a votar. Desse grupo, 1.831.396 compareceram às urnas, o que representou 81,1% do eleitorado. A abstenção foi de 426.924 pessoas, equivalente a 18,9%.

Na disputa pela Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) somou 909.616 votos no Distrito Federal, correspondentes a 51% dos votos válidos. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 675.627 votos. A eleição para o governo distrital também será definida no segundo turno: Celina Leão (PP) teve 825.530 votos, enquanto Leandro Grass (PT) alcançou 569.930.

Para as duas vagas do Senado em disputa no Distrito Federal, foram eleitas Michelle Bolsonaro (PL), com 938 mil votos, e Bia Kicis (PP), com 886 mil.

Comparação com 2022 e distribuição do eleitorado

Em relação ao primeiro turno de 2022, o comparecimento caiu 1,37 ponto percentual. Naquele pleito, 1.819.900 eleitores foram às urnas, o equivalente a 82,46% do eleitorado apto. Apesar da redução proporcional, o número absoluto de votantes em 2026 foi 11.496 maior.

A 15ª Zona Eleitoral, que inclui Águas Claras e Taguatinga Sul, é a área com mais eleitores cadastrados, superando 184 mil. A menor concentração está na 11ª Zona Eleitoral, no Cruzeiro Novo, com 83.326 inscrições eleitorais.

Morador da Asa Norte e trabalhador do marketing digital, Ícaro Leal, 25 anos, afirmou que votou por desejar mudanças no país e governos capazes de prestar serviços à população. Ele disse que pretende acompanhar a atuação de todos os cargos eleitos, não apenas a Presidência, incluindo deputados, governadores e senadores.

Para Ícaro, a fiscalização deve considerar o conjunto das escolhas feitas nas urnas. “Você tem que ver todo o pleito eleitoral e, baseado nisso, você toma a sua decisão”, declarou. Ele afirmou ainda que poderá continuar apoiando e fazendo campanha para políticos cujo trabalho considere positivo, especialmente quando identificar melhorias para Brasília e para o país.

Voto como participação política

Larissa B. Cordeiro, 28 anos, moradora de Ceilândia e mestranda em Políticas Públicas para Infância e Juventude pela Universidade de Brasília (UnB), definiu o voto como uma forma de participação democrática. Ela relacionou sua presença na eleição à condição de mulher e de pessoa negra, destacando que o direito de votar é recente e que sua participação também representa mulheres que não tiveram ou ainda não têm esse direito.

Larissa afirmou esperar a escolha de representantes comprometidos com direitos humanos, reparação histórica, políticas sociais, educação e meio ambiente. Também chamou atenção para a emergência climática e avaliou que a representação ambiental no Parlamento ainda precisa ser ampliada.

Edson Silva, 49 anos, integrante do Samba da Guariba, em Ceilândia, atribuiu à eleição de 2026 um peso histórico para o Brasil e para a política latino-americana. Na avaliação dele, o resultado poderá definir diferentes orientações para a região.

Edson associou uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ao fortalecimento de uma América Latina conservadora, de extrema direita e alinhada a interesses externos. Já uma vitória de Lula, segundo ele, poderia dar outro tom à região, reforçar a defesa da soberania nacional e ampliar a resistência ao imperialismo dos Estados Unidos.

O eleitor também defendeu a atuação diplomática brasileira na construção da paz e criticou o que considera uma tentativa dos Estados Unidos de estimular conflitos e envolver a América do Sul em seus interesses.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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