SÃO PAULO — O presidente em exercício do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB), participou nesta terça-feira (22) de uma plenária de mobilização com movimentos populares no Espaço Cultural Elza Soares, ligado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), em São Paulo (SP). Alckmin é candidato à reeleição como vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante o encontro, Alckmin mencionou o discurso de Lula na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele afirmou que o presidente brasileiro defendeu a paz e o multilateralismo, além de dizer que o Brasil é um país pacífico. “Nossa última guerra foi há 150 anos”, declarou.
O presidente em exercício também afirmou que o governo representa o braço político do Estado, mas que a nação está relacionada à sociedade civil organizada e à reforma agrária. Ao final de sua fala, saudou os movimentos populares presentes na plenária.
Disputa em São Paulo
Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) participou do evento e relacionou a disputa estadual às políticas públicas federais. Ele criticou a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e defendeu mudanças no ensino médio paulista.
Haddad citou a evolução do número de trabalhadores formais com diplomas universitários. Segundo ele, eram cinco milhões em 2002 e passaram a 25 milhões, em um intervalo de 24 anos. “Nós queremos um ensino médio de qualidade aqui, não esse ensino médio do Tarcísio”, afirmou.
João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST e anfitrião do encontro, disse que a participação de Alckmin era relevante para os movimentos populares. Rodrigues também destacou a relação do presidente em exercício com o MST e afirmou que ele governou São Paulo por quatro vezes. De acordo com o coordenador, mais de 100 movimentos participaram do diálogo.
Paula Coradi, presidenta nacional do Psol, afirmou que a reunião poderia contribuir para a mobilização da campanha e para a chegada ao segundo turno.



