O Banco Central do Brasil (BC) e o Banco Central Europeu (BCE) iniciam nesta quinta-feira uma avaliação sobre a viabilidade de conectar o Pix ao TIPS, sistema europeu de pagamentos instantâneos. O estudo examinará aspectos técnicos, operacionais, jurídicos e de negócio relacionados à integração das duas infraestruturas públicas.
A iniciativa considera os fluxos econômicos e financeiros entre o Brasil e a área do euro. Segundo o BC, uma eventual conexão poderá tornar mais rápidos, eficientes e baratos os pagamentos transfronteiriços entre as duas jurisdições.
Em nota, o Banco Central afirmou que o projeto faz parte da evolução do Pix e dos esforços para conectar o sistema brasileiro a infraestruturas semelhantes, tanto multilaterais quanto de outras jurisdições. A instituição também informou que essas conexões podem viabilizar remessas internacionais e compras com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos.
De forma mais ampla, o BC relacionou a proposta aos objetivos do Plano de Ação do G20 para o Aprimoramento de Pagamentos Transfronteiriços. A instituição afirma que a integração de sistemas instantâneos tem potencial para reduzir custos, acelerar operações, ampliar o acesso e melhorar a transparência das transações internacionais.
Como funciona o sistema europeu
O TIPS foi criado como uma infraestrutura pan-europeia de liquidação instantânea em moeda de banco central. Atualmente, opera com o euro, a coroa sueca e a coroa dinamarquesa. A expansão para outras moedas do Espaço Econômico Europeu está prevista.
A avaliação iniciada pelo BC e pelo BCE ainda trata da viabilidade da interligação. O anúncio não informa uma data para a implementação da conexão nem define como seriam realizadas as operações entre os sistemas.



