O Banco Central e o Banco Central Europeu iniciaram nesta quinta-feira, 24, a avaliação sobre a viabilidade de conectar o Pix ao TIPS, infraestrutura europeia de pagamentos instantâneos. A análise deverá verificar como os dois sistemas poderiam operar de forma integrada em transações entre o Brasil e a área do euro.
O Banco Central afirma que a iniciativa considera os fluxos econômicos e financeiros existentes entre as duas jurisdições. A eventual interligação poderá permitir pagamentos transfronteiriços mais rápidos, eficientes e de menor custo, além de remessas internacionais e compras com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos.
A avaliação faz parte da agenda de evolução do Pix e dos esforços do Banco Central para conectar o sistema brasileiro a infraestruturas similares de outras jurisdições e a redes multilaterais. A autoridade monetária também relaciona o trabalho aos objetivos do Plano de Ação do G20 para o Aprimoramento de Pagamentos Transfronteiriços.
De forma mais ampla, o Banco Central avalia que a conexão entre sistemas de pagamentos instantâneos pode reduzir custos, acelerar operações, ampliar o acesso e melhorar a transparência das transações internacionais. Os efeitos dependerão, contudo, da viabilidade da integração que começou a ser examinada.
O TIPS foi criado como uma infraestrutura pan-europeia de liquidação instantânea em moeda de banco central. Atualmente, opera com o euro, a coroa sueca e a coroa dinamarquesa, com previsão de expansão para outras moedas do Espaço Econômico Europeu.
A análise envolvendo o Pix se soma a trabalhos do Eurosistema para conectar o TIPS a outras infraestruturas de pagamentos instantâneos. Entre elas estão o Nexus e os sistemas de pagamentos da Índia e da Suíça.


