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Economia

Confiança no setor de serviços recua em setembro, aponta FGV

Índice caiu para 88,1 pontos, enquanto as expectativas tiveram a maior queda desde julho de 2026.

Confiança no setor de serviços recua em setembro, aponta FGV

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 0,9 ponto entre agosto e setembro, para 88,1 pontos, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral também recuou 0,9 ponto, para 88,3 pontos, indicando retomada de uma trajetória de queda.

O resultado refletiu movimentos opostos entre os componentes do índice. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 0,9 ponto, alcançando 91,7 pontos. Foi a segunda alta consecutiva do indicador. Já o Índice de Expectativas (IE-S) caiu 2,7 pontos, para 84,6 pontos, no maior recuo desde julho de 2026, quando havia diminuído 2,8 pontos.

Dentro do ISA-S, o indicador de volume de demanda atual avançou 1,7 ponto, para 92,9 pontos. O indicador que mede a situação atual dos negócios teve alta de 0,2 ponto, para 90,5 pontos, permanecendo relativamente estável.

Entre os componentes das expectativas, a demanda prevista para os próximos três meses recuou 2,3 pontos, para 84,5 pontos. A tendência dos negócios nos próximos seis meses diminuiu 3,1 pontos, chegando a 84,9 pontos.

Para Carlos André Vieira, economista do FGV IBRE, a queda da confiança foi provocada pela piora das expectativas, embora a avaliação sobre a situação atual tenha melhorado pelo segundo mês seguido. Ele afirmou que o movimento negativo foi disseminado pelos segmentos e pelos dois componentes das expectativas, indicando maior cautela dos empresários do setor.

Vieira também avaliou que a melhora da situação atual pode perder força. Na análise do economista, o comportamento mais fraco das expectativas aponta para uma desaceleração do desempenho do setor no encerramento do ano. Ele citou sinais de arrefecimento no mercado de trabalho e crédito empresarial mais curto e caro como fatores que ampliam a vulnerabilidade do setor em um ambiente de juros reais restritivos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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