As contas públicas registraram déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, informou o Banco Central (BC). O resultado representa uma melhora em relação ao rombo de R$ 17,3 bilhões apurado no mesmo mês de 2025. O cálculo considera governo federal, estados, municípios e empresas estatais, com exceção da Petrobras.
O Governo Central, formado pelo governo federal, pelo BC e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), respondeu pela maior parte do resultado negativo, com déficit de R$ 14,7 bilhões. Esse saldo foi parcialmente compensado pelos demais setores, que juntos tiveram superávit de R$ 4,6 bilhões.
Os estados registraram resultado positivo de R$ 2,1 bilhões. Nos municípios, o superávit foi de R$ 553 milhões, enquanto as empresas estatais tiveram saldo positivo de R$ 2 bilhões.
Resultado acumulado
No período de 12 meses encerrado em agosto, o setor público acumulou déficit primário de R$ 82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB. A proporção ficou 0,06 ponto percentual abaixo do acumulado até julho.
O resultado primário mede a diferença entre receitas e despesas antes do pagamento dos juros da dívida. Quando essas despesas são incluídas, chega-se ao resultado nominal.
Em agosto, os juros somaram R$ 105,9 bilhões, e o déficit nominal alcançou R$ 115,9 bilhões. Em 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 1,264 trilhão, equivalente a 9,48% do PIB.
O BC relacionou parte da variação dos juros às operações de swap cambial, contratos usados para reduzir oscilações do dólar sem a venda direta de moeda estrangeira. Essas operações haviam produzido ganho de R$ 19,9 bilhões em agosto de 2025, mas registraram perda de R$ 9,3 bilhões no mesmo mês deste ano.


