CIDADE DE GAZA — O Hamas acusou as forças de defesa de Israel de usar o acordo de cessar-fogo como cobertura para promover ocupação ilegal e genocídio na Faixa de Gaza. A declaração ocorreu após um bombardeio atingir um edifício residencial na madrugada deste sábado, 3, na Cidade de Gaza.
Em comunicado divulgado pelo Telegram, o grupo afirmou, com base em informações de autoridades médicas e da Defesa Civil, que o ataque matou ao menos cinco palestinos e deixou outros seis feridos. “Exigimos que os mediadores e o governo dos EUA impeçam Netanyahu de usar o acordo de cessar-fogo como cobertura para continuar seus massacres”, declarou o Hamas.
O Exército de Israel não se manifestou publicamente sobre o bombardeio. Uma fonte de segurança, porém, informou que a operação tinha como alvo Ali al-Amoudi, descrito como um alto dirigente do Hamas na Faixa de Gaza. As forças militares israelenses ainda analisam os resultados da ação.
O nome de al-Amoudi não aparece entre os mortos contabilizados pelas equipes de resgate locais. As operações ocorreram às vésperas das eleições em Israel, que têm como candidato à reeleição o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.


