Ronaldo Nazário completa 50 anos nesta terça-feira (22) com uma trajetória associada à transformação do papel da camisa 9. Ao longo da carreira, o ex-atacante se destacou pela combinação de velocidade, condução de bola, drible, arrancadas e capacidade de finalização.
A passagem pelo Barcelona, na temporada 1996/97, foi um dos momentos em que esse estilo apareceu com maior intensidade. Em seu único ano no clube, Ronaldo marcou 47 gols em 49 partidas oficiais. Pelo Campeonato Espanhol, foram 34 gols em 37 jogos, sua maior média de gols por um clube.
Da estreia em 1994 ao auge em 2002
A história de Ronaldo na Seleção começou na Copa de 1994, quando ele tinha 17 anos e integrou o elenco campeão mundial, embora não tenha entrado em campo. Quatro anos depois, na França, assumiu papel de destaque e marcou quatro gols em sete partidas.
O principal capítulo veio em 2002. Após problemas físicos que o mantiveram afastado por um longo período, Ronaldo retornou à Copa e terminou a competição como artilheiro, com oito gols. Na final contra a Alemanha, marcou os dois gols da vitória por 2 a 0, resultado que garantiu o pentacampeonato ao Brasil.
Na Copa de 2006, disputada na Alemanha, o atacante marcou mais três vezes e chegou a 15 gols em Mundiais. Com essa marca, superou os 14 gols de Gerd Müller e se tornou o maior artilheiro da história da competição. O recorde permaneceu até 2014, quando Miroslav Klose chegou a 16 gols.
Ao todo, Ronaldo marcou 15 gols em 19 partidas de Copas do Mundo. Sua trajetória na Seleção passou pelo jovem que não entrou em campo em 1994, pelo protagonista do título de 2002 e pelo recordista de gols em Mundiais em 2006.
O legado do Fenômeno está também na imagem do camisa 9 como um atacante capaz de participar da construção das jogadas, conduzir a bola em velocidade e enfrentar os defensores, sem perder a presença na área e a eficiência nas finalizações. Sua carreira atravessou quatro Copas e combinou força, velocidade, técnica e gols.


