CUIABÁ — O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) pediu nesta quinta-feira, 24 de setembro, que eleitores de Mato Grosso favoráveis a Flávio Bolsonaro (PL) reconsiderem o voto. Durante uma agenda de campanha em Cuiabá, ele afirmou que o senador não teria experiência com agricultura e apresentou sua candidatura como uma opção tanto ao adversário quanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O eleitor de Mato Grosso deve deixar Flávio Bolsonaro porque Flávio nunca plantou uma horta, não entende de agricultura”, declarou Cury.
A crítica ao conhecimento dos candidatos sobre o setor rural já fazia parte do discurso de Cury. Em entrevista na capital mato-grossense, ele disse que Flávio e Lula nunca plantaram uma horta e colocou em dúvida a experiência dos dois para formular políticas voltadas à agricultura. A declaração foi feita como parte da disputa eleitoral, sem constituir uma avaliação independente sobre a capacidade de Flávio.
Flávio começou sua trajetória eleitoral na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e exerce atualmente o mandato de senador pelo Estado. A candidatura dele à Presidência pelo PL está na relação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assim como a chapa de Cury.
Disputa em Mato Grosso
A ofensiva de Cury ocorre em um estado no qual Flávio apareceu com 41% das intenções de voto em levantamento Real Time Big Data divulgado em 3 de setembro. Lula registrou 32%, e Cury, 9%. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores de Mato Grosso entre 29 de agosto e 2 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no TSE é BR-04678/2026.
Em levantamento nacional BTG/Nexus divulgado em 21 de setembro, Lula teve 40%, Flávio, 37%, e Cury, 6%. A diferença entre os dois primeiros ficou dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Foram entrevistados 2.006 eleitores entre os dias 18 e 20.
Em Cuiabá, Cury associou sua fala ao peso econômico do agronegócio de Mato Grosso e disse conhecer regiões produtoras do Estado. Também afirmou que pretende superar a identificação política baseada em rótulos.
“Temos de terminar a era dos ‘istas’, temos de terminar a era do bolsonarismo e do lulismo”, declarou.
O programa de governo de Cury prevê a adoção do semipresidencialismo e mandato de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A agenda na capital começou na Casa Cury, comitê no bairro Poção, e previa ainda uma visita ao Shopping Popular para conversas com comerciantes e empreendedores.


