PORTO VELHO — O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defendeu, durante agenda na cidade, a verticalização da produção agrícola na Amazônia. A proposta prevê que a região não se limite à produção de soja e milho, mas amplie a criação de animais para transformar esses grãos em proteína animal.
Cury mencionou a expansão das atividades de criação de suínos, aves e bovinos. Para ele, a agregação de etapas à produção pode fortalecer a atividade agrícola regional. “Nós precisamos não apenas exportar a soja em grãos e o milho, mas também transformar esses grãos em proteína animal”, afirmou durante uma coletiva de imprensa.
O candidato também propôs a privatização de rodovias como forma de melhorar as estradas e facilitar o transporte. Ele citou o modelo adotado em parte da região Sudeste e disse que as concessões precisam ser acompanhadas de pedágios que não prejudiquem os custos da produção agrícola, industrial e comercial.
Na área da saúde, Cury afirmou que pretende aumentar a remuneração de profissionais, ampliar o número de médicos e melhorar a capacitação técnica do Sistema Único de Saúde. A expansão da telemedicina também foi apresentada como uma medida para ampliar o acesso a consultas, inclusive para pessoas que vivem no campo, na periferia ou nas cidades.
Para a segurança pública, o candidato defendeu treinamento, equipamentos e uso de tecnologia pelas polícias Militar e Civil. Ele também associou investimentos em educação e na geração de empregos para jovens à prevenção da entrada deles no crime organizado.
Cury afirmou que o Estado precisa atuar antes do aliciamento de jovens pelo crime. Segundo ele, 6,7 milhões não trabalham nem estudam, enquanto o crime organizado começa a buscar integrantes a partir dos 11 anos. O candidato defendeu uma integração adequada e o uso de inteligência estratégica no combate às organizações criminosas.


