A notícia e o que está por trás
Política

Eurodeputados apoiam Ceuta e classificam crise migratória como pressão híbrida

Resolução cobra do Marrocos cooperação migratória e reforço das fronteiras externas da União Europeia após entradas em massa.

Eurodeputados apoiam Ceuta e classificam crise migratória como pressão híbrida
Foto: Reprodução/Reuters

O Parlamento Europeu aprovou uma resolução de apoio a Ceuta, enclave espanhol no norte da África, depois que 72 mil migrantes entraram na cidade no fim de julho. O documento classifica o episódio como instrumento de “guerra híbrida” contra a integridade territorial de um Estado-membro da União Europeia.

A resolução pede o reforço da proteção das fronteiras externas do bloco e cobra do Marrocos — país de origem da maioria dos migrantes envolvidos — o cumprimento de compromissos sobre gestão de fronteiras, retornos e cooperação migratória. Ceuta tem cerca de 84,5 mil habitantes.

Durante o debate, o comissário europeu para Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, afirmou que a prioridade da União Europeia continua sendo garantir o retorno rápido das pessoas que estão ilegalmente na cidade. A expressão guerra híbrida descreve uma forma de conflito que combina diferentes meios de pressão e ataque, sem depender apenas de forças militares tradicionais.

A União Europeia havia liberado, uma semana antes, € 114,7 milhões, cerca de R$ 678 milhões, em ajuda emergencial à Espanha para conter a crise. No âmbito nacional, o Congresso espanhol aprovou nesta quinta-feira (17) um decreto que destina € 309 milhões em auxílio à região. A medida havia sido anunciada pelo governo em 1º de setembro.

Repercussão no futebol espanhol

A crise também chegou ao futebol. Na partida entre Elche e Real Madrid, na terça-feira (15), os jogadores das duas equipes entraram em campo com camisas brancas que traziam o slogan “Somos todos cavalas”, apelido dos habitantes de Ceuta.

A campanha foi lançada pela Associação Valenciana de Empresários, liderada por Vicente Boluda Fos, ex-presidente interino do Real Madrid. A iniciativa buscava demonstrar solidariedade aos moradores e à comunidade empresarial da cidade.

Vinicius Junior, Kylian Mbappé e Ibrahima Konaté apareceram com as camisas dobradas. Mbappé afirmou que queria manifestar solidariedade a Ceuta e às vítimas, mas também aos imigrantes que morreram ou vivem em condições difíceis. “Não quero priorizar o sofrimento”, disse. O Real Madrid defendeu o direito de os jogadores expressarem opiniões divergentes.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.